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Toffoli encerra habeas corpus que pedia liberdade e anulação da condenação de Bolsonaro
Foto: Ex-presidente Jair Bolsonaro Marcelo Camargo/Agência Brasil
Política

Toffoli encerra habeas corpus que pedia liberdade e anulação da condenação de Bolsonaro

Ministro do STF não analisou os argumentos do pedido porque ele foi apresentado sem autorização da defesa de Jair Bolsonaro.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta terça-feira (8) um habeas corpus que solicitava a liberdade de Jair Bolsonaro e a anulação da ação penal que resultou na condenação do ex-presidente.

O pedido não teve autorização da defesa constituída de Bolsonaro. Toffoli afirmou que qualquer pessoa pode apresentar um habeas corpus, mas avaliou que uma iniciativa sem o consentimento do acusado poderia interferir na estratégia dos advogados.

Na decisão, o ministro citou o entendimento de que não é possível presumir que a atuação de terceiros beneficie a defesa. Conforme o precedente reproduzido no documento, esse tipo de intervenção pode “mais atrapalhar do que auxiliar”.

Com esse fundamento, Toffoli não examinou o conteúdo das alegações. A liminar foi considerada prejudicada, e o ministro determinou a baixa imediata e o arquivamento do processo.

Argumento apresentado no pedido

O habeas corpus apontava como fato jurídico novo uma manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, feita em 1º de setembro. Gonet defendeu a nulidade de atos investigatórios determinados de ofício por um magistrado, sob o argumento de possível violação ao sistema acusatório.

Os autores do pedido queriam que o STF anulasse atos investigatórios realizados no caso de Bolsonaro. A consequência pretendida seria o cancelamento, desde a origem, da Ação Penal 2.668 e da condenação do ex-presidente. Eles também pediam a soltura imediata de Bolsonaro e que o caso fosse levado ao plenário.

Toffoli, no entanto, encerrou o habeas corpus por falta de autorização do ex-presidente e não avaliou se o entendimento apresentado por Gonet poderia ser aplicado ao processo de Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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