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Moraes chama suspeitas no caso Banco Master de tentativa de vingança
Política

Moraes chama suspeitas no caso Banco Master de tentativa de vingança

Ministro diz que investigação contra ele é ilegal e nega favorecimento ou vazamento de informações sobre Daniel Vorcaro.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que as suspeitas levantadas contra ele no caso do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, são uma tentativa de vingança de aliados de condenados pelos atos de 8 de janeiro.

A declaração foi enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, na noite de segunda-feira (14), antes do julgamento desta terça-feira (15). O plenário analisa a validade da investigação conduzida pelo ministro André Mendonça.

Moraes classificou como ilegal e inconstitucional a ordem de Mendonça para realizar atos de investigação contra um integrante do Supremo. Segundo ele, a medida foi tomada de ofício, sem solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da Polícia Federal e sem autorização do plenário da Corte.

Ministro nega favorecimento

Moraes afirmou que nunca teve conhecimento prévio da Operação Compliance, não procurou as autoridades responsáveis pelo caso e não vazou informações sobre a prisão de Vorcaro. Também declarou que nunca julgou processo envolvendo o banqueiro ou o Banco Master.

“Não há nenhuma, absolutamente nenhuma mensagem de autoria do ministro Alexandre de Moraes que indique qualquer consultoria jurídica, favorecimento ou conhecimento prévio de qualquer operação policial”, diz a manifestação.

O ministro contestou a tentativa de atribuir a ele textos encontrados no bloco de notas do celular de Vorcaro. Segundo Moraes, não há comprovação de que o conteúdo tenha sido enviado a ele.

Vorcaro foi detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos com passaporte verdadeiro e o próprio celular. Para Moraes, esse fato enfraquece a hipótese de vazamento, porque o banqueiro não teria escondido o aparelho nem usado uma rota clandestina.

Críticas ao relatório

Moraes também questionou o relatório da Polícia Federal. Ele afirmou que o documento não é um laudo pericial, foi elaborado com fragmentos selecionados e tem problemas na cadeia de custódia. Na avaliação do ministro, não seria possível verificar a autenticidade nem auditar parte do material usado na investigação.

A manifestação informa que os 7.742 documentos reunidos nos procedimentos ligados à Operação Compliance não mostram contato de Moraes com autoridades responsáveis pelo caso nem indícios de atuação em favor do Banco Master.

O julgamento também analisa parecer da PGR que apontou a nulidade da investigação e pediu a extinção da petição. Moraes defende que o plenário homologue imediatamente o pedido do Ministério Público. Ele ainda afirmou que a tentativa de golpe mudou de forma após 8/1/2023, mas que o STF resistirá.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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