O Irã descartou, por enquanto, qualquer conversa com os Estados Unidos para encerrar a guerra. A posição foi apresentada nesta terça-feira (15) por Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, principal instância de segurança do país.
A declaração veio depois de Donald Trump afirmar novamente que estava aberto ao diálogo com Teerã. Rezaei criticou o que chamou de sinais contraditórios do presidente americano, que alternaria entre negar negociações e indicar disposição para conversar.
“Não haverá nenhuma negociação enquanto as condições do Irã não forem atendidas. Ponto final!”, escreveu Rezaei em uma mensagem em inglês publicada na rede social X. O texto aparenta responder diretamente às declarações feitas por Trump na segunda-feira.
Exigências de Teerã
Entre as condições apresentadas pelo regime iraniano está o encerramento definitivo da guerra e de qualquer agressão contra o Irã e seus aliados na região. O grupo Hezbollah, no Líbano, foi incluído nessa exigência.
Teerã também cobra medidas econômicas e financeiras de Washington. O governo iraniano quer que o bloqueio aos seus portos termine, além de uma indenização integral pelos danos provocados pela guerra.
As exigências incluem ainda o fim das sanções que afetam a economia do país e a liberação, sem condições, dos ativos iranianos congelados no exterior. Enquanto essas demandas não forem atendidas, Rezaei afirmou que não haverá negociação com os Estados Unidos.
A mensagem foi divulgada no mesmo contexto de declarações públicas divergentes sobre a possibilidade de diálogo entre Washington e Teerã. Trump se mostrou aberto às conversas, mas o secretário iraniano manteve a rejeição e condicionou qualquer contato ao atendimento das exigências do país.









