O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (4) que a guerra no Irã é insignificante para os EUA. Ele também defendeu o vice-presidente J. D. Vance, que evitou dizer quando o conflito vai terminar.
Em conversa com jornalistas na Casa Branca, Trump classificou a guerra como um conflito militar de pouca importância para o país. Desde o início dos combates, pelo menos 3.000 iranianos e 18 americanos morreram. O confronto já custou mais de US$ 37,5 bilhões aos Estados Unidos.
Na quinta (3), Vance foi questionado sobre o fim da guerra e respondeu que não sabia. O vice-presidente afirmou que a resposta dependeria dos iranianos, em referência aos ataques contra navios no estreito de Hormuz.
Conflito chega a seis meses
Trump iniciou a guerra ao bombardear o Irã e matar lideranças políticas do país em conjunto com Israel, em fevereiro deste ano. Na ocasião, disse que o confronto duraria no máximo seis semanas.
No último dia 28, a guerra completou seis meses. Não há negociações em curso para um novo cessar-fogo nem outro horizonte apresentado para o fim das hostilidades.
Trump também comparou as perdas no Irã com outros conflitos e citou a Venezuela, onde afirmou que os Estados Unidos não perderam ninguém. Sobre o Vietnã, disse que os EUA haviam perdido 100 mil homens. O número correto foi de pouco menos de 60 mil militares americanos mortos. Também morreram pelo menos 2 milhões de civis vietnamitas e quase 1,5 milhões de soldados.
Questionado sobre chamar a guerra de insignificante mesmo após a morte de 18 militares, Trump defendeu a entrada dos EUA no conflito. Segundo ele, o Irã não pode ter uma arma nuclear.
O impacto dos ataques contra o programa atômico iraniano ainda não está claro. O estoque de urânio enriquecido a 60% em Teerã permanece intacto. O material ainda não chegou ao nível de pureza necessário para uma bomba atômica, de mais de 90%, mas já supera em mais de 50 pontos percentuais o necessário para uso estritamente civil.








