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Mendonça retira sigilo de processo ligado ao Banco Master no STF
Política

Mendonça retira sigilo de processo ligado ao Banco Master no STF

Decisão ocorreu após Fachin atender a pedido de Moraes, com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República.

O ministro André Mendonça retirou nesta segunda-feira (14) o sigilo da Petição 15.645, ligada ao Caso Master. A decisão veio após determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que atendeu a uma solicitação de Alexandre de Moraes.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou a favor da medida. Para o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, o documento é relevante para que o tribunal compreenda todos os fatores envolvidos no tema em análise.

Moraes havia pedido a Fachin que os autos da Petição 15.645 fossem enviados aos demais ministros do Supremo antes da sessão extraordinária marcada para esta terça-feira (15). O plenário deve analisar desdobramentos das investigações relacionadas ao Banco Master.

A discussão ocorre antes do julgamento da Petição 16.662, que reúne dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. O STF deve avaliar se existem elementos para investigar Moraes por sua relação com o banqueiro.

Relatório da Polícia Federal

Em 1º de setembro, Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal com mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro, registros de encontros e dados sobre negociações que envolveram o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci, mulher do ministro.

A Polícia Federal identificou 52 mensagens no período entre dezembro de 2023 e novembro de 2025. O documento também apontou a participação de Moraes na análise e na edição de um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes.

A divulgação do relatório provocou uma crise no Supremo. Moraes afirmou haver indícios de abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação de Mendonça e pediu a investigação da conduta do colega. O plenário do STF deverá analisar o caso em 23 de setembro.

A PGR defendeu o arquivamento do relatório da Polícia Federal. Para a Procuradoria, houve irregularidades na origem do documento, cuja elaboração teria sido determinada sem comunicação prévia à Presidência do STF e sem submissão ao plenário.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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