O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes formalizou em 5.set.2026 uma proposta para proibir a cessão de policiais e militares aos gabinetes dos ministros da Corte. A medida foi apresentada ao presidente do STF, Edson Fachin.
A versão atual amplia uma sugestão anterior, que previa restrição apenas para delegados da Polícia Federal. O texto inclui militares das Forças Armadas, agentes da PF e da Polícia Rodoviária Federal, além de integrantes das polícias civis estaduais, polícias militares, corpos de bombeiros militares e polícias penais federal, estaduais e distrital.
Motivo da proposta
A iniciativa ganhou força após tensões entre o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master, e a cúpula da Polícia Federal. Para Gilmar Mendes, a presença de delegados da PF pode gerar atritos em investigações que tramitam no Tribunal, já que esses profissionais auxiliam na condução dos casos.
A proposta também considera que policiais cedidos podem atuar nos inquéritos além da condução natural pela Polícia Federal.
Policiais cedidos ao Supremo
O gabinete de André Mendonça tem 2 policiais federais: Graziela Machado e Thiago Marcantonio. No gabinete de Alexandre de Moraes, estão Fábio Shor e Anderson Antônio Ferreira de Souza.
Ao todo, o STF conta com 5 policiais cedidos. Além dos 4 lotados nos gabinetes de Mendonça e Moraes, Raphael de Melo Batista atua na Polícia Judicial.
Thiago Marcantonio participa da condução do processo criminal sobre as fraudes do Master e os desvios no Instituto Nacional do Seguro Social. A retirada dos policiais pode mudar a dinâmica interna dos relatores.
Em junho, o Ministério da Justiça determinou a devolução de policiais federais cedidos a 50 órgãos públicos. O STF foi o único tribunal fora da lista. O governo federal afirmou que precisava recompor o efetivo diante do baixo número de policiais.







