O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, desistiu de participar da cerimônia de abertura do curso de formação de agentes da corporação após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça decidir pelo seu afastamento nesta terça-feira, 8.
Andrei já estava a caminho da Academia Nacional de Polícia Federal quando soube da decisão, tomada pouco antes do início do evento. Ele havia confirmado presença na cerimônia, prevista para começar às 9h, mas se reuniu com sua equipe mais próxima e decidiu não comparecer.
Substituição no evento
Para representá-lo, Andrei escalou o diretor-executivo da PF, William Murad, que permanece no cargo. Durante o discurso aos recém-ingressos no curso de formação, Murad defendeu o trabalho da instituição e afirmou que a equipe mantém confiança no diretor-geral afastado.
“Não nos deixaremos abalar por ataques, venham de onde vier, e aqui reafirmamos e reafirmo a nossa total confiança na direção-geral e no diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues”, disse Murad.
O diretor-executivo declarou que o momento exigia serenidade e que a corporação atravessaria a situação. Também classificou o trabalho da PF como técnico e imparcial e afirmou que os novos agentes deveriam defender a instituição de ataques e de tentativas de usurpação das atribuições da polícia.
A decisão de Mendonça surpreendeu a cúpula da PF e provocou confusão antes da cerimônia. Em conversa com interlocutores, integrantes da direção do órgão classificaram a medida como política e disseram que o sentimento era de revolta e indignação.
Murad ainda criticou tentativas de interferência nas funções da Polícia Federal. Em relatórios de inteligência divulgados na semana passada, a corporação acusou André Mendonça de interferir indevidamente no andamento das investigações.








