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Exercício de 20 minutos pode preservar memória após falta de sono
Esportes

Exercício de 20 minutos pode preservar memória após falta de sono

Estudo com adultos jovens apontou efeito semelhante ao de uma soneca, mas não indica que atividade física substitua o descanso.

Uma sessão de 20 minutos de exercício aeróbico pode ajudar a preservar a memória depois de um período prolongado sem dormir. O efeito foi observado em um estudo publicado em 2026 na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

A pesquisa comparou o impacto de uma atividade curta e de uma soneca sobre a memória episódica, ligada à capacidade de armazenar e lembrar acontecimentos e informações. Os dois métodos tiveram resultado melhor do que não fazer nenhuma intervenção.

Como a pesquisa foi feita

O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá, com 54 adultos jovens e saudáveis. Eles passaram por um protocolo controlado de 30 horas sem dormir e foram separados em três grupos.

Um grupo fez 20 minutos de exercício aeróbico em bicicleta ergométrica. Outro teve a oportunidade de dormir por 90 minutos. O terceiro não recebeu intervenção e serviu como grupo de comparação.

Após essas etapas, os participantes realizaram tarefas de memória e tiveram a atividade cerebral acompanhada por eletroencefalograma. Três dias depois, passaram por um novo teste para verificar o reconhecimento de informações apresentadas anteriormente.

O exercício e a soneca protegeram a memória em comparação com o grupo de controle. A melhora média no desempenho foi de aproximadamente 22% entre os participantes que fizeram uma das duas intervenções.

Efeito não substitui o sono

Embora tenham produzido resultados semelhantes, exercício e soneca parecem ter atuado de maneiras diferentes. No grupo que dormiu, as mudanças observadas estavam relacionadas à redução da pressão de sono e da fadiga. Entre os participantes que se exercitaram, os indicadores ligados ao processamento das informações tiveram maior importância.

No estudo, a atividade foi feita em bicicleta ergométrica a aproximadamente 80% da frequência cardíaca máxima, em intensidade moderada a vigorosa. Isso não significa que qualquer treino ou nível de esforço terá o mesmo efeito.

Os pesquisadores avaliaram uma situação específica de privação aguda de sono em laboratório. Por isso, os resultados não mostram que o exercício consegue compensar noites mal dormidas ou uma rotina de descanso inadequada.

Dormir menos do que o necessário por semanas ou meses é diferente de passar uma noite em claro. A privação crônica de sono está associada a impactos sobre saúde, metabolismo, humor e funcionamento cognitivo.

Para quem dormiu mal ocasionalmente, uma atividade leve ou moderada pode ajudar na disposição e no funcionamento durante o dia. A intensidade deve levar em conta o nível de fadiga. Treinos muito intensos podem aumentar a percepção de esforço e prejudicar a qualidade da sessão.

A conclusão do estudo é que uma sessão curta de exercício pode preservar a memória em uma situação específica de falta de sono. Ainda assim, manter uma rotina adequada de descanso e atividade física continua sendo a principal estratégia para o cérebro.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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