Uma pesquisa publicada na revista científica Alzheimer's Research & Therapy associou o hábito de jogar no computador a um risco menor de demência e a melhores indicadores de saúde cerebral em adultos e idosos.
O estudo analisou dados de centenas de milhares de participantes do UK Biobank acompanhados ao longo dos anos. Pessoas que jogavam no computador com alta frequência tiveram menor risco de desenvolver demência do que aquelas que não mantinham esse hábito.
Os jogadores frequentes também alcançaram pontuações mais altas em avaliações de atenção, memória de trabalho, velocidade de processamento e raciocínio lógico. Exames de imagem indicaram maior volume de massa cinzenta e melhor integridade em regiões do cérebro relacionadas à memória e ao aprendizado.
Como a pesquisa avaliou a relação
Para investigar se os resultados poderiam estar ligados a outros fatores de estilo de vida, os pesquisadores usaram a Randomização Mendeliana. A técnica analisa informações genéticas para avaliar possíveis relações de causa e efeito.
Os dados genéticos reforçaram a hipótese de que a predisposição a jogar no computador com mais frequência está relacionada a um risco menor de quadros demenciais.
A pesquisa diferencia os jogos de atividades passivas, como assistir à televisão por longos períodos. Os games exigem tomada rápida de decisão, resolução de problemas e adaptação a novos cenários. Também combinam coordenação motora, processamento visual e memória espacial.
De acordo com a explicação apresentada no estudo, esse estímulo mental contínuo pode reforçar as conexões entre os neurônios e contribuir para uma reserva cognitiva capaz de proteger a estrutura cerebral contra o desgaste natural do tempo ou processos degenerativos.








