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Hyrox: médica explica riscos de contaminação e como reduzir episódios intestinais
Foto: Visual China Group/Getty Images
Saúde

Hyrox: médica explica riscos de contaminação e como reduzir episódios intestinais

Esforço, calor, desidratação e alimentação perto da largada podem provocar urgência, diarreia e incontinência durante a prova.

A continuidade de uma prova após um episódio de incontinência fecal levou a organização do Hyrox a anunciar mudanças nas regras e pedir desculpas a “todos que foram afetados direta ou indiretamente”. A atleta australiana Joanna Wietrzyk também abriu mão da vitória.

O caso ocorreu em 12 de setembro, na China. Detentora do recorde mundial da modalidade, Joanna terminou o circuito em 1h01min23s, o menor tempo da competição. Outros competidores criticaram a decisão porque o percurso continuou sendo utilizado e as fezes se espalharam pela área de prova.

Risco de contaminação

A nutróloga Nathany Ribeiro Barbosa afirma que situações gastrointestinais podem acontecer em exercícios de alta intensidade. Durante o esforço, o organismo direciona mais sangue aos músculos e à pele, reduzindo temporariamente o fluxo sanguíneo no intestino.

“O esforço, o calor, a desidratação e os movimentos repetidos podem alterar o funcionamento intestinal e provocar cólicas, urgência para evacuar ou diarreia”, explica a médica.

A presença de fezes no local também pode levar microrganismos à boca por meio das mãos, alimentos, garrafas ou superfícies contaminadas. A recomendação é interromper o contato com a área, lavar as mãos e a pele com água e sabão, trocar a roupa suja e não compartilhar objetos antes da higienização.

As superfícies afetadas devem ser limpas e desinfetadas antes da retomada da prova. O contato com pele íntegra, por si só, não significa que haverá infecção, mas feridas exigem atenção.

Prevenção antes da prova

Entre os fatores que podem contribuir para esses episódios estão comer muito perto da largada, usar determinados produtos, sentir ansiedade e ter quadros pré-existentes. Casos recorrentes, principalmente com “sangue ou outros sintomas gastrointestinais”, devem ser avaliados como sinal de alerta.

Para reduzir os riscos, a nutróloga orienta que o atleta simule nos treinos a rotina da competição, incluindo horários e tipo de refeição, quantidade de líquidos e produtos usados durante o exercício. Suplementos novos devem ser evitados em dias de treinamento, e a hidratação precisa ser ajustada.

Atletas com sintomas frequentes podem precisar adaptar individualmente fibras, gorduras e alimentos fermentáveis antes da prova, com orientação profissional e sem restrições desnecessárias.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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