CUBA — Organizações de defesa da liberdade de expressão e dos direitos humanos cobram a libertação do jornalista Henry Constantín e garantias para que ele possa se defender. O pedido foi feito depois que o profissional foi detido em Cuba, onde está preso há quase duas semanas.
Constantín dirige o La Hora de Cuba, veículo independente do centro do país. O site publica informações sobre a situação social e econômica da ilha e acompanha detenções de ativistas e processos judiciais.
Detenção em Camagüey
O jornalista está na prisão de segurança máxima Kilo 7, na província de Camagüey, no centro-leste de Cuba. Ele é acusado de desobediência, segundo comunicado do escritório da Repórteres Sem Fronteiras (RSF) para a América Latina publicado na segunda-feira (28).
A acusação está ligada à alegação de que Constantín não respondeu a uma intimação policial. Ele nega essa versão. Após receber um novo chamado, apresentou-se em 16 de setembro e acabou detido.
Artur Romeu, diretor da RSF para a América Latina, afirmou que há contradições em torno da intimação usada no caso. A entidade pediu a libertação imediata do jornalista e garantias para o exercício da defesa.
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) e a Human Rights Watch (HRW) também denunciaram a prisão. Juanita Goebertus, diretora da HRW para as Américas, classificou a detenção como absurda e defendeu a libertação imediata.
A organização cubana Justicia 11J, sediada no México, publicou na sexta-feira, no X, um pedido pela liberdade de Constantín, pelo respeito às garantias judiciais e pelo fim da perseguição a jornalistas independentes na ilha.
Mídia independente
Jornalistas independentes são presos com frequência em Cuba, onde atuam em um vácuo legal. Uma lei aprovada em 2023 estabelece que os únicos meios de comunicação legais são os estatais, controlados pelo Partido Comunista.
Apesar disso, veículos independentes online surgiram há uma década. Para acessar esses sites e driblar restrições de internet impostas pelo governo, cubanos usam redes privadas virtuais, conhecidas como VPNs.









