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HRW pede fim de El Rodeo e novas regras para a Venezuela
Brasil

HRW pede fim de El Rodeo e novas regras para a Venezuela

Organização afirma que anistia libertou 1.046 presos, mas Foro Penal diz que mais de 340 continuam detidos.

A anistia promovida pelo governo interino da Venezuela libertou 1.046 presos políticos desde fevereiro, segundo os números oficiais citados pela Human Rights Watch (HRW). A ONG Foro Penal, porém, afirma que mais de 340 pessoas continuam atrás das grades.

A HRW pediu o fechamento da prisão de El Rodeo, que abriga presos políticos, além de mudanças nas forças de segurança e investigação de funcionários suspeitos de violações dos direitos humanos.

A organização também defendeu uma transição democrática e a realização de eleições livres e justas. Para Federico Borello, vice-diretor-executivo da HRW, os opositores precisam ter autorização para participar do processo político e disputar cargos públicos.

“Os venezuelanos merecem participar de eleições realizadas no devido tempo, livres e justas”, afirmou Borello.

A avaliação foi apresentada depois que uma delegação da entidade se reuniu com Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, em Caracas. Borello disse que o país vive uma pausa na repressão, mas avaliou que esse cenário depende de reformas institucionais sólidas e da libertação de todos os presos políticos.

A Venezuela passou por uma onda de repressão intensificada após a controversa reeleição de Nicolás Maduro, em 2024. Milhares de pessoas foram presas ou deixaram o país para o exílio.

O retorno da HRW ocorreu oito meses depois da captura de Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos. A delegação voltou à Venezuela nesta semana, 18 anos depois de Hugo Chávez expulsar José Miguel Vivanco, então diretor para as Américas da organização, e restringir a entrada de missões internacionais independentes.

A Human Rights Watch tem sede em Washington.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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