As forças dos Estados Unidos quase abordaram um navio chinês no Oriente Médio no início deste ano após receberem um relatório de inteligência produzido com ajuda de inteligência artificial (IA). O documento apontava, de forma equivocada, que a embarcação transportava componentes ligados a armas nucleares.
A informação levou o Exército americano a preparar uma operação de interceptação. O plano acabou cancelado quando foi descoberto que um assistente conversacional de IA, usado por um analista, havia classificado incorretamente o material carregado pelo navio.
Quatro fontes anônimas familiarizadas com o caso afirmaram que o relatório era “completamente falso” e que esteve perto de provocar uma guerra. Não foram divulgados o material que estava na embarcação nem o destino do navio.
O Exército dos Estados Unidos foi questionado sobre o episódio, mas não respondeu de imediato. A operação ocorreu no contexto de alertas que se multiplicaram há uma semana sobre os riscos associados ao uso da IA.
O presidente americano, Donald Trump, e outros integrantes do Partido Republicano afirmaram, porém, que não pretendem criar regras para o setor. A justificativa apresentada é o receio de que a China assuma a liderança na área.
O caso expõe o impacto que uma identificação errada feita por uma ferramenta de inteligência artificial pode ter em decisões militares. A correção do relatório evitou que a abordagem planejada avançasse, mas as informações disponíveis não detalham quais procedimentos foram adotados depois do cancelamento.








