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Relatório da ONU aponta ataques contra civis e repressão no Irã
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Relatório da ONU aponta ataques contra civis e repressão no Irã

Documento cita mortes em uma escola e em um complexo esportivo e pede o fim imediato das hostilidades entre Irã, Israel e Estados Unidos.

Ataques que atingiram uma escola e uma área residencial estão entre os casos citados por investigadores independentes das Nações Unidas em um relatório sobre a guerra e a situação dos direitos humanos no Irã. O documento será apresentado na segunda-feira (21) ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Os investigadores afirmaram nesta quinta-feira (17) que os Estados Unidos podem ter cometido crimes de guerra ao realizar ataques indiscriminados contra civis. Entre os episódios mencionados estão disparos de mísseis Tomahawk contra a Escola Primária Shajareh Tayyebeh, em Minab. Mais de 150 pessoas morreram, incluindo quase 120 meninas e meninos.

Outro ataque aéreo citado ocorreu em Lamerd. Mísseis de precisão lançaram estilhaços sobre um complexo esportivo e uma área residencial, matando 22 civis.

Repressão dentro do Irã

O relatório também registra a resposta do governo iraniano aos protestos iniciados no fim de 2025 por causa do aumento do custo de vida. Para os investigadores, houve uso de leis repressivas, força letal e pena de morte para conter a dissidência.

As forças de segurança mataram manifestantes nas 31 províncias. Entre as vítimas estão ao menos 221 menores de idade. O documento também relata ataques a centros de saúde e a detenção de dezenas de milhares de pessoas.

Entre março e agosto de 2026, ao menos 29 homens foram executados após julgamentos sumários relacionados aos protestos. Mais de 70 pessoas, entre elas cinco mulheres e três crianças, permaneciam sob risco iminente de execução.

Pressão internacional

Os investigadores pediram aos 47 países do Conselho de Direitos Humanos que atuem pelo fim da guerra, pela responsabilização dos envolvidos e pela concessão de asilo a civis que deixarem o Irã. Irã, Israel e Estados Unidos não são membros do órgão.

A missão também exigiu que os três países interrompam imediatamente as hostilidades. O grupo defendeu medidas diplomáticas rápidas para uma paz permanente e investigações independentes sobre possíveis violações do direito internacional.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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