Guarulhos, Sábado, 19 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% Guarulhos 15°C 15° / 25°
Mendonça homologa delação premiada do empresário que fez pagamentos milionários para filme sobre Jair Bolsonaro
Foto: Jornal Nacional/Reprodução
Brasil

Mendonça valida acordo de empresário ligado a pagamentos do filme sobre Bolsonaro

Antonio Carlos Freixo Junior afirmou à PGR que movimentou mais de R$ 1,3 bilhão para Daniel Vorcaro entre 2020 e 2025.

O ministro André Mendonça homologou nesta quarta-feira (9) o acordo de delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, empresário que relatou pagamentos milionários ligados ao filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os repasses teriam sido feitos a mando do banqueiro Daniel Vorcaro.

Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”, é dono da Entre Investimentos e foi alvo da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no sistema financeiro a partir do Banco Master.

Relatos à PGR

Após quatro meses de negociação, o empresário fechou o acordo com a Procuradoria-Geral da República em agosto. Ele afirmou ter movimentado mais de R$ 1,3 bilhão para Vorcaro entre 2020 e 2025. Também relatou que entregava dinheiro vivo em malas ao banqueiro, provavelmente para o pagamento de propina.

Na colaboração, Freixo Junior detalhou transferências para o fundo de investimentos Havengate, nos Estados Unidos. A Polícia Federal investiga se os valores foram usados para financiar “Dark Horse”, como afirmam o senador Flávio Bolsonaro e a produtora do filme.

O empresário listou sete repasses ao fundo, realizados de janeiro a setembro de 2025. O total passou de US$ 12 milhões, equivalente a quase R$ 63 milhões à época. Segundo o delator, Vorcaro havia combinado o envio de US$ 24 milhões, divididos em dez cotas até janeiro de 2026. Os pagamentos restantes não foram realizados. O banqueiro foi preso em novembro de 2025.

Freixo Junior entregou comprovantes das transferências e e-mails trocados com Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e responsável pelo fundo Havengate. Uma das suspeitas da PF é que parte do dinheiro tenha financiado Eduardo nos Estados Unidos.

O empresário também relatou pagamentos de faturas no exterior por meio da Entre Investments and Arbitrage, sediada nas Bahamas. A polícia apura se os recursos foram destinados ao fundo ou a pessoas ligadas a ele.

Com a homologação, a PGR deve colher novos depoimentos, analisar os documentos entregues e definir os próximos passos da investigação.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5