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Primeira CNH cresce 17,1% após flexibilização das regras
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
Política

Primeira CNH cresce 17,1% após flexibilização das regras

Cerca de 2 milhões de pessoas foram habilitadas entre janeiro e agosto de 2026, segundo o Ministério dos Transportes.

A emissão da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) cresceu 17,1% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Cerca de 2 milhões de pessoas foram habilitadas no período, informou o Ministério dos Transportes nesta quinta-feira (10).

A procura pelo documento também aumentou. O número de pessoas que deram entrada no processo passou de 2,3 milhões para 7,3 milhões, alta de 216%.

As mudanças nas regras foram lançadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva cerca de nove meses antes do balanço. O pacote reduziu exigências para tentar baratear a obtenção da carteira e foi conduzido pelo então ministro dos Transportes, Renan Filho, que deixou o cargo para disputar o governo de Alagoas.

Processo mais rápido e barato

Segundo o ministério, o custo médio da habilitação na categoria AB caiu de R$ 3.169, em outubro de 2025, para R$ 1.265, em abril deste ano. Essa categoria permite dirigir motos e carros.

Entre as alterações, estão o fim da obrigação de frequentar a autoescola e a redução das aulas práticas obrigatórias de 20 para 2. O governo estima que os motoristas economizaram R$ 9,64 bilhões com as medidas.

O teto de R$ 180 para exames médico e psicológico gerou uma economia estimada de R$ 414,6 milhões. Minas Gerais, Mato Grosso e Sergipe contestaram judicialmente o limite e cobram valores acima do definido.

A mediana do tempo para concluir o processo caiu de 210 dias, entre janeiro e agosto do ano passado, para 147 dias em 2026. A parcela de candidatos que levou cerca de seis meses para obter a habilitação recuou de dois em cada três motoristas para 40,6%. Apenas 3,7% conseguiram o documento em até um mês.

Alta entre motoristas mais velhos

A emissão aumentou 11,9% entre pessoas de 18 a 20 anos e 6,6% na faixa de 21 a 24 anos. Entre candidatos de 45 a 54 anos, a alta foi de 37,4%. Para pessoas com 55 anos ou mais, chegou a 53,4%.

O número de mulheres que tiraram a primeira carteira subiu 18%, para 1,2 milhão.

Para os próximos cinco anos, a meta do governo é ampliar em 25% o número de novos habilitados. O Ministério dos Transportes estima que 20 milhões de brasileiros dirigem sem CNH.

Paraíba, Sergipe e Acre tiveram as maiores altas na emissão do documento, com 77%, 69,5% e 55,4%. Tocantins, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro registraram queda de 2,8%, 5,9%, 6% e 25,6%, respectivamente.

O secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, afirmou que o Rio de Janeiro foi o último estado a concluir a adaptação às novas regras. Treze estados, incluindo São Paulo, estão sob fiscalização por possíveis descumprimentos.

O aplicativo CNH do Brasil também foi reformulado, com material teórico gratuito e online. Os cursos realizados pelos candidatos passaram de cerca de 2 milhões para 4,4 milhões.

O ministro dos Transportes, George Santoro, disse que 478 autoescolas encerraram as atividades até agosto deste ano, contra 266 no mesmo período de 2025. Segundo ele, os fechamentos foram voluntários. Instrutores autônomos conduziram 13,2% das aulas práticas.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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