SÃO PAULO — Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro aparecem empatados tecnicamente no segundo turno da corrida presidencial, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (10). A margem de erro é de 1 ponto percentual.
Lula registrou 46,2% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro chegou a 46,4%. No primeiro turno, o presidente aparece com 43%, seguido pelo senador, com 37,4%. Augusto Cury soma 6,6%, e Renan Santos, 6,5%.
A rejeição também é alta entre os dois líderes: 52,5% para Lula e 49,6% para Flávio Bolsonaro.
Candidaturas e saúde
O Tribunal Superior Eleitoral aprovou os registros de Renan Santos, da Missão; Clariana Barão, do DC; e Wilson Grassi, do Democrata. Com as decisões, 11 das 13 candidaturas apresentadas já foram deferidas.
Ainda aguardam análise os registros de Augusto Cury, do Avante, e Pablo Marçal, do PRTB. Marçal tenta reverter a inelegibilidade no tribunal.
Ronaldo Caiado, do PSD, foi internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, com faringite aguda. O candidato recebeu medicação intravenosa e cancelou compromissos, incluindo visitas oficiais e participações em podcasts.
Propostas de Augusto Cury
Cury atribuiu a desaceleração de seus números à atuação da chamada indústria dos haters nas redes sociais, com ataques à sua imagem e à família. Ele afirmou que não busca o poder por vaidade ou carreira: “Não amo o poder. Para mim é dor, é sacrifício, e eu quero ser a transição nesse período. Sou contra a reeleição.”
Entre suas propostas, está a reforma do governo nos primeiros 90 dias, com a troca do presidencialismo pelo semipresidencialismo e a divisão do poder com um primeiro-ministro. Cury também criticou o endividamento das famílias e a falta de ensino técnico para os jovens.
O candidato disse ter dados e propostas econômicas reunidos ao longo de 25 anos de estudos. Também afirmou que Flávio Bolsonaro seria “asfixiado no segundo turno” e relatou uma conversa com Caiado sobre o tom destrutivo e tóxico da política tradicional.








