O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou o reajuste de 15% no Bolsa Família anunciado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante uma transmissão semanal no YouTube, ele classificou o aumento como uma tentativa de compra de votos e afirmou que o valor representa um ato de desespero.
Flávio disse que o reajuste acrescenta R$ 90 ao benefício e questionou se a quantia seria suficiente para melhorar a vida dos beneficiários. “Lula, é esta cartada que você tem? Dar 15% de reajuste no Bolsa Família? Só isso?”, declarou.
O candidato também criticou os gastos de Lula com viagens ao lado da primeira-dama, Janja da Silva. Segundo Flávio, o presidente gastaria R$ 7 bilhões para viajar e R$ 5 bilhões para ajudar os pobres. Ele ainda afirmou que o valor adicional será perdido com a inflação: “Daqui a seis meses, os R$ 90 foram engolidos pela inflação, não valem mais nada.”
Promessa de manter o benefício
Flávio afirmou que manterá o Bolsa Família caso seja eleito. O candidato disse que preservará o reajuste e fará mudanças no programa. Ele também citou o aumento concedido durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando o então Auxílio Brasil passou de R$ 400 para R$ 600.
A estratégia econômica apresentada por Flávio inclui críticas às contas públicas, aos juros e à alta dos preços dos alimentos. Ele relacionou esses fatores à perda do poder de compra do reajuste.
Crítica a Zé Trovão
Durante a mesma transmissão, Flávio afirmou não ter autorizado o deputado Zé Trovão (PL-SC) a questionar o reajuste na Justiça. O parlamentar havia entrado com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a suspensão do aumento até o julgamento do caso ou até o fim das eleições.
Zé Trovão alegou que o reajuste comprometeria a igualdade de oportunidades entre os candidatos. O ministro do TSE André Mendonça rejeitou a ação. Para ele, como Zé Trovão é candidato a deputado por Santa Catarina, não teria legitimidade para contestar um tema ligado à eleição presidencial. O entendimento do tribunal é que candidato e eleição precisam pertencer à mesma circunscrição eleitoral.








