A defesa de Daniel Vorcaro pediu a Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a revogação da prisão preventiva do ex-dono do Master. O pedido foi apresentado nesta sexta-feira e também inclui a possibilidade de substituir a prisão por outras medidas cautelares.
Os advogados afirmam que a prisão, decretada em 4 de março de 2026, completou um segundo ciclo de 90 dias em 31 de agosto de 2026. Para a defesa, isso exige uma nova avaliação periódica da medida.
Outro argumento é a falta de definição sobre quem deve conduzir os procedimentos relacionados à Operação Compliance Zero. A defesa cita a sessão plenária do último dia 15, que teria deixado sem definição a autoridade responsável por revisar o caso.
Crise no STF
O pedido menciona a sessão que analisaria a situação do ministro Alexandre de Moraes. A discussão envolve contatos revelados pela Polícia Federal entre Moraes e Vorcaro, além de um contrato do escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, com o Master.
A reunião terminou após um pedido de vista de Flávio Dino. Antes disso, houve uma discussão entre Gilmar Mendes e André Mendonça, relator do caso Master no STF. Mendonça também teve contato com Vorcaro e foi apontado por colegas como parcial.
A defesa sustenta que a prisão não pode continuar enquanto a Corte discute a relatoria, a competência e a validade de atos da investigação. Os advogados também afirmam que a devolução do pedido de vista pode levar até 90 dias.
Fachin adiou o julgamento previsto para o dia 23 sobre a alegação de abuso de autoridade apresentada por Alexandre de Moraes contra Mendonça. Para a defesa, a indefinição deve continuar.
Os advogados ainda dizem que os motivos da prisão não permanecem. Segundo eles, a suposta participação de Vorcaro em episódios de intimidação e sua capacidade financeira e de influência não poderiam continuar após o desmantelamento do Master.








