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Documento da PF aponta transferência de R$ 645 mil feita por Mario Frias
Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
Política

Documento da PF aponta transferência de R$ 645 mil feita por Mario Frias

Relatório cita envio de valores à produtora do filme sobre Jair Bolsonaro e questiona a origem dos recursos.

A Polícia Federal aponta que o deputado federal Mario Frias (PL) transferiu R$ 645.400,00 para a Go Up, produtora do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O documento, divulgado nesta quinta-feira, questiona a origem dos recursos enviados à empresa.

Frias é produtor-executivo e roteirista do filme. Ele também faz o repasse de emendas parlamentares para empresas de Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up. As transferências para a produtora ocorreram de 10 de novembro de 2025 a 30 de dezembro de 2025, conforme o relatório que embasou a operação.

O que diz a PF

A instituição afirma que o valor não seria compatível com os rendimentos mensais do parlamentar, de R$ 44.008,52. O documento também menciona que o montante foi enviado em um período de menos de 60 dias.

“colocando em questão o lastro financeiro” para sustentar os repasses à empresa de Karina Gama, diz o documento da PF. A instituição ainda cita Frias como integrante de uma organização criminosa que teria atuado em desvios de recursos públicos provenientes de emendas.

Segundo a PF, o deputado direcionou emendas ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura, presididos por Karina. A suspeita é que os recursos tenham custeado contratos considerados fraudulentos, sem execução de acordo com as finalidades previstas, e beneficiado empresas ligadas a integrantes da organização.

Frias foi alvo de busca e apreensão em operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, nesta quinta-feira. Ele também está proibido de sair do Brasil.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado chamou a ação de “cortina de fumaça” e negou irregularidades. A Polícia Federal também mencionou a proximidade entre Frias e Karina e afirmou que uma das empresas dela já havia prestado serviços à campanha do parlamentar.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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