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PGR apoia abertura de processo sobre rede de pagamentos do Banco Master
Política

PGR apoia abertura de processo sobre rede de pagamentos do Banco Master

Parecer atende a pedido de Alexandre de Moraes e será analisado por Edson Fachin antes de sessão do STF nesta terça-feira (15).

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a retirada do sigilo da Petição 15.645, procedimento que reúne informações sobre a rede de pagamentos de Daniel Vorcaro e do Banco Master. O parecer foi apresentado nesta segunda-feira (14), após um pedido do ministro Alexandre de Moraes ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

Moraes afirmou que o material tem elementos importantes para a sessão extraordinária do STF marcada para esta terça-feira (15). Ele também pediu que os autos sejam enviados aos demais ministros antes da análise do plenário. A decisão sobre a abertura do processo caberá a Fachin.

A manifestação é assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho. Ele disse que a PGR não havia defendido antes a divulgação do material porque não conhecia a existência do documento. Para o órgão, o conteúdo deve ser liberado para que os ministros tenham acesso ao conjunto de informações relacionado ao caso.

Julgamento no STF

A discussão ocorre antes da análise da Petição 16.662, que reúne dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. O plenário deverá avaliar se existem elementos para investigar Alexandre de Moraes por sua relação com o banqueiro.

Em 1º de setembro, o ministro André Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal com mensagens entre Moraes e Vorcaro, registros de encontros e informações sobre negociações do Banco Master com o escritório de advocacia de Viviane Barci, mulher do ministro.

A Polícia Federal identificou 52 mensagens trocadas entre dezembro de 2023 e novembro de 2025. O relatório também apontou a participação de Moraes na análise e na edição de um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes.

A divulgação levou a uma reação de Moraes, que apontou possíveis indícios de abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação de Mendonça. O ministro pediu uma investigação sobre a conduta do colega. O plenário do STF deverá analisar o caso em 23 de setembro.

Antes da sessão desta terça-feira (15), a PGR também defendeu o arquivamento do relatório da Polícia Federal. O órgão apontou irregularidades na origem do documento, cuja elaboração teria sido determinada sem comunicação prévia à Presidência do STF e sem submissão ao plenário.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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