Guarulhos, Sábado, 19 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% Guarulhos 15°C 15° / 25°
Política

Ministros do STF citam possível ‘PF paralela’ no caso Banco Master

André Mendonça e Luiz Fux questionaram relatórios de inteligência e suposto monitoramento de integrantes da Corte pela Polícia Federal.

O ministro André Mendonça afirmou nesta terça-feira (15) que houve uma atuação que classificou como “PF paralela” dentro da Polícia Federal. A declaração ocorreu durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a situação de Alexandre de Moraes no caso Banco Master.

Mendonça questionou a elaboração de documentos por integrantes da PF fora dos procedimentos regulares da instituição. Segundo ele, os relatórios foram usados para levantar informações sobre sua atuação na condução das investigações relacionadas ao banco.

“Nós temos hoje uma PF paralela, uma PF paralela, com monitoramento de ministros. Não pense que você está salvo não, ministro”, disse Mendonça durante a sessão.

O que está em análise

O STF avalia a validade dos procedimentos ligados a um relatório da PF produzido com informações extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O material reúne mensagens e outros registros atribuídos a Moraes.

Os ministros discutem a legalidade da medida que permitiu aprofundar a análise do aparelho, a validade das provas obtidas e o destino dos elementos relacionados ao magistrado. A Corte também examina se há base para abrir uma investigação contra Moraes.

Luiz Fux fez um alerta sobre o suposto monitoramento de integrantes do Supremo. “Nunca se imaginou a Polícia Federal peitar um ministro do Supremo Tribunal Federal, e era isso que estava acontecendo, sem prejuízo de ela instrumentalizar posições para degradar a Corte”, afirmou.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, foi afastado por Mendonça durante as decisões sobre o caso. O ministro apontou suspeitas sobre a produção e o uso de um relatório de inteligência que mencionava integrantes do STF e questionou como o documento foi elaborado e encaminhado.

Fachin é o relator e levou a questão ao plenário após assumir a condução do procedimento. A Procuradoria-Geral da República questiona a forma como a investigação foi conduzida por Mendonça e pediu a anulação da decisão que levou à produção do relatório.

Uma eventual decisão pela investigação não significa que Moraes seja considerado culpado. Ela permitiria apenas o aprofundamento da apuração.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5