Guarulhos, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,11 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 186.596 -0,00% Guarulhos 20°C 16° / 25°
Hoje preso, Milton Leite inflou poder com Doria e ganhou apoio de Tarcísio
Foto: Reprodução
Política

Milton Leite ampliou influência em São Paulo antes de ser preso

Ex-presidente da Câmara se aproximou de Doria, Covas, Nunes e Tarcísio durante anos de atuação política na capital.

Milton Leite ampliou sua influência na Prefeitura de São Paulo durante as gestões de João Doria, Bruno Covas e Ricardo Nunes. O ex-presidente da Câmara Municipal também se aproximou do governador Tarcísio de Freitas. Preso após se entregar à polícia, ele é investigado por uma suposta ligação com o PCC.

Leite foi um dos alvos da Operação Vectura Corrupta, da Polícia Civil. Outras 15 pessoas também foram alvo de mandados de prisão. Depois da decretação da prisão, Nunes declarou ter “muito respeito pela história” do ex-vereador. Tarcísio classificou a relação entre os dois como institucional.

Relação com Doria e Covas

Vereador desde 1997, Leite ganhou espaço no Executivo durante a gestão Doria e fez campanha para o tucano. Em 2017, ao assumir a presidência da Câmara, apoiou projetos do pacote de desestatizações, como as concessões do Pacaembu, do Mercadão e de parques, além da privatização do Anhembi.

O parlamentar chegou a assumir a Prefeitura de São Paulo durante ausências simultâneas de Doria e do então vice, Bruno Covas. Em uma dessas ocasiões, permaneceu cinco dias no cargo e realizou ações na zona sul.

A proximidade com Covas continuou após a mudança no comando da prefeitura. Em 2020, Leite publicou uma mensagem de aniversário para o prefeito e o chamou de amigo.

Influência durante a gestão Nunes

Leite participou da indicação de Ricardo Nunes para vice na chapa tucana. Quando Nunes assumiu a prefeitura, em 2021, parlamentares avaliavam que a influência do presidente da Câmara havia aumentado.

Em 2024, Leite disputou a indicação para vice na chapa de Nunes, mas a vaga ficou com o coronel Mello Araújo, indicado por Jair Bolsonaro. Meses depois, o então vereador afirmou que sua relação com Nunes estava “péssima”.

Aproximação com Tarcísio

A relação com Tarcísio ganhou destaque quando Leite presidia a Câmara. Em janeiro de 2024, os dois participaram de um evento na Vila Emir, na zona sul. O governador também participou, em 30 de agosto, do lançamento das campanhas de dois filhos de Leite: Milton Leite Filho e Alexandre Leite.

Leite teve ainda papel na aprovação da adesão da capital à privatização da Sabesp, uma pauta do governo estadual. No início de abril de 2024, ele dizia que não havia votos suficientes e que não colocaria o projeto em votação enquanto houvesse resistência.

Depois, mudou de posição e votou a favor da proposta. O então vereador afirmou que o texto havia sido aprimorado e ampliava as contrapartidas para São Paulo.

Após a prisão, Tarcísio disse que a relação com Leite era voltada a projetos de mananciais, tratamento e saneamento básico na Billings e na Guarapiranga. João Doria afirmou que o ex-vereador teve “comportamento republicano” durante sua passagem pela presidência da Câmara e não foi protagonista de conflitos com o Executivo.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5