SÃO PAULO — A Prefeitura de São Paulo poderá intervir na A2 Transportes caso dois diretores citados em uma operação policial não sejam afastados em até 24 horas. A medida foi anunciada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), que afirmou que a empresa não é investigada, mas tem sócios envolvidos no caso.
Paulo Korek Farias e Júlio Salvador Filho também participam da empresa Transleader, que não opera em São Paulo. Para Nunes, a participação societária em uma empresa envolvida na investigação justifica uma ação preventiva do município. A A2 foi notificada para retirar os dois diretores dos cargos.
Linhas seguem funcionando
Nunes afirmou que a operação da Polícia Federal não afeta o funcionamento do transporte coletivo da capital. A A2 atua na zona sul e opera 35 linhas em Santo Amaro, Jabaquara e Cidade Ademar. Em julho deste ano, a empresa transportou 4.879.216 passageiros, conforme os dados mais recentes citados pela Prefeitura. Os números de dezembro de 2025 também foram mencionados na descrição da operação da empresa.
O prefeito disse que a administração municipal mantém atuação conjunta com o Ministério Público e o Judiciário. A Prefeitura entrou como assistente de acusação em investigações relacionadas, incluindo a Operação Fim da Linha, enquanto a Controladoria do município mantém troca contínua de informações com promotores.
Declarações sobre Milton Leite
Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo e vereador por mais de 20 anos, foi alvo da operação que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte coletivo de São Paulo.
Nunes afirmou ter respeito pela trajetória do ex-vereador, mas disse que cabe a Leite demonstrar sua inocência no processo. O prefeito também declarou que qualquer pessoa, pública ou não, deve estar submetida ao escrutínio da Justiça.
Em nota, Milton Leite afirmou que provará sua inocência nas acusações. “Não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas”, disse.
Nunes defendeu o contraditório e a presunção de inocência. Para ele, uma investigação não determina, por si só, a culpa de uma pessoa.







