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Acordo libera fusão entre Paramount e Warner Bros. nos Estados Unidos
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Acordo libera fusão entre Paramount e Warner Bros. nos Estados Unidos

Estados que tentavam barrar a operação aceitaram um acordo com metas de produção, investimentos e regras para a CNN.

A Paramount fechou um acordo com estados dos Estados Unidos que tentavam impedir sua fusão com a Warner Bros. Discovery. O entendimento, anunciado por autoridades nesta segunda-feira (21), abre caminho para a união dos ativos de televisão, mídia e cinema das empresas.

A operação foi aprovada pelo governo em junho, sem exigência de mudanças no modelo de negócios. Mesmo assim, 12 estados entraram com uma ação para bloquear a transação. A Califórnia liderou o processo, que também teve Arizona, Colorado, Connecticut, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Oregon e Washington.

A Paramount, comandada por David Ellison, havia vencido em fevereiro uma disputa com a Netflix pelo controle de ativos como Warner Bros. Pictures, CNN e HBO Max. Os estados argumentavam que a companhia resultante controlaria cerca de 27% da distribuição de filmes lançados nos cinemas e uma parcela semelhante do licenciamento para canais de televisão a cabo.

Metas para filmes e investimentos

O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, afirmou que a proteção de empregos foi uma preocupação central nas negociações. Ele também disse que o estúdio formado pela fusão deverá produzir 30 filmes em cada um dos dois primeiros anos e 32 filmes em cada um dos três anos seguintes.

Pelo menos quatro dessas produções deverão ser independentes, e 20% precisarão contar com grandes orçamentos. O acordo prevê multa financeira se as metas não forem cumpridas.

Um documento apresentado ao tribunal estabelece ainda que Paramount e Warner Bros. deverão investir pelo menos 300 milhões de dólares (R$ 1,5 bilhão) a mais por ano em produções nos Estados Unidos do que em 2025. As empresas também terão de manter as instalações de produção dos dois estúdios, respeitar acordos trabalhistas e destinar recursos à capacitação de trabalhadores.

Salvaguardas para a CNN

O acordo cria um conselho de independência editorial para definir princípios destinados aos canais de notícias da empresa resultante, incluindo a CNN. O cumprimento das regras será acompanhado por um monitor interno, um administrador independente e um comitê formado por cinco estados. O tribunal continuará com jurisdição sobre a execução do acordo.

Massachusetts, Nova York, Connecticut e Minnesota resistiram inicialmente, mas concluíram que manter o processo sem a Califórnia não justificaria os gastos. A Paramount havia ameaçado deixar a Califórnia caso Bonta não negociasse o encerramento da ação.

“Meu trabalho como procurador-geral é analisar os fatos e examinar a lei, avaliar as opções e tomar as melhores decisões para o povo da Califórnia”, afirmou Bonta.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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