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Mario Frias é alvo de operação que investiga recursos usados em filme sobre Bolsonaro
Foto: Deputado federal Mario Frias (PL-SP) Reprodução/Redes Sociais
Política

Mario Frias é alvo de operação que investiga recursos usados em filme sobre Bolsonaro

Deputado é roteirista e produtor-executivo de Dark Horse, produção sob investigação da Polícia Federal por suspeitas envolvendo emendas.

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) foi alvo de busca e apreensão nesta quinta-feira (10), na Operação Make Up, da Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares ligados à produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

A operação cumpre 49 mandados em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal. A PF investiga se agentes públicos e privados direcionaram parte do dinheiro para empresas subcontratadas irregularmente. Também apura se os serviços contratados foram realizados e se houve tentativa de esconder o destino dos recursos.

A corporação identificou movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao grupo investigado. Ainda não foi informado quanto desse valor teria vindo de emendas nem qual seria a quantia supostamente desviada.

Papel de Frias no filme

Mario Frias é roteirista e produtor-executivo de Dark Horse. O longa tem o ator americano Jim Caviezel no papel de Bolsonaro e é produzido pela Go Up Entertainment, empresa de Karina Gama, que também é alvo da operação.

Antes de entrar na política, Frias trabalhou como ator e apresentador de televisão. Em 2020, durante o governo Bolsonaro, assumiu a Secretaria Especial da Cultura. Em 2022, filiou-se ao PL e foi eleito deputado federal por São Paulo.

Karina Gama, de 46 anos, é dona da Go Up. Ela também fundou o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e participou da campanha de Mario Frias. Em dois anos, a entidade passou de pequenos eventos de literatura cristã, apoiados por emendas de vereadores evangélicos, para a administração de um contrato milionário de instalação de wi-fi gratuito na capital paulista.

As suspeitas sobre a produção já eram analisadas pelo STF. No mês passado, o ministro Flávio Dino autorizou a Polícia Federal a acessar provas obtidas pela Polícia Civil de São Paulo em uma investigação envolvendo a produtora.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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