A produção de Dark Horse, filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, projetava arrecadar entre R$ 230 milhões e R$ 358 milhões. Os valores aparecem em documentos analisados pela Polícia Federal e superariam a bilheteria de Minha Mãe é Uma Peça 3, de 2019, que arrecadou aproximadamente R$ 120 milhões.
No cenário mais pessimista, os produtores estimavam receita de US$ 45 milhões, valor convertido para R$ 230 milhões na cotação do dólar usada no documento. A previsão mais otimista chegava a R$ 358 milhões.
Aportes e fundo nos Estados Unidos
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria aplicado US$ 12,3 milhões no projeto, o equivalente a cerca de R$ 64 milhões. O acordo previa uma aplicação total de US$ 24 milhões e retorno de 20% sobre o capital investido.
Os repasses foram feitos pela Entre Investimentos, empresa de Vorcaro, ao Havengate Development Fund LP, fundo sediado nos Estados Unidos e controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.
Eduardo Bolsonaro vive na Flórida desde fevereiro de 2025 e teve o mandato de deputado federal cassado. Um inquérito no Supremo Tribunal Federal, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, investiga se a atuação dele nos Estados Unidos buscou promover sanções contra o Brasil.
Segundo relatório policial, mensagens trocadas entre o publicitário Thiago Miranda e Vorcaro indicam que Eduardo orientou o uso do dinheiro enviado pelo ex-banqueiro. Em uma das mensagens, de 21/03/2025, Miranda encaminhou a Vorcaro uma captura de tela atribuída a Eduardo com orientações sobre a gestão dos recursos nos Estados Unidos.
O relatório também cita Altieres Santana, gestor do Havengate, sediado no Texas. Informações extraídas do celular de Vorcaro mostram ainda tratativas diretas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, sobre os aportes no filme.








