O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello criticou a condução da sessão da Corte realizada na terça-feira (15). O encontro foi marcado por discussões e acusações entre ministros. Para ele, o episódio representou “um dia triste para o Supremo”.
A sessão analisava a abertura de um pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, por suposto envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro. A análise foi interrompida depois que o ministro Flávio Dino pediu vista do processo.
Em entrevista à rádio Itatiaia, Marco Aurélio avaliou que o presidente do STF, Edson Fachin, poderia ter adotado uma postura mais firme para controlar os ânimos e conduzir os trabalhos durante o conflito entre os integrantes da Corte. O ministro aposentado também defendeu que os magistrados atuem “com absoluta honestidade de propósito”.
Críticas a Flávio Dino
Marco Aurélio apontou Dino como um dos exemplos mais claros do descontrole registrado na sessão. Na avaliação do ex-ministro, o magistrado não teria percebido que a cadeira de presidente deve ser respeitada, independentemente de quem ocupe o posto.
A crítica ocorreu no contexto das discussões entre os ministros e das acusações feitas durante os debates. Marco Aurélio afirmou ainda que a sessão terminou sem uma resposta concreta para a sociedade.
Para o ex-ministro, o Supremo precisa responder ao episódio e evitar um desgaste institucional. Ele também disse que situações de conflito devem ser conduzidas pela presidência da Corte, ressaltando que o exemplo deve vir de cima.
Marco Aurélio afirmou que o que ocorreu não deveria ter acontecido e mencionou a presença de antagonismos e ofensas durante a sessão. Na avaliação dele, esse tipo de situação não é adequado para a bancada do Supremo.








