GOIÂNIA — O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou o PT de ter recebido ajuda de pessoas ligadas à CNBB para espalhar a informação falsa de que ele pretendia retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil. A declaração foi dada neste domingo, 27, durante uma entrevista em Goiânia.
Flávio negou que exista projeto, articulação ou movimento com esse objetivo. “A maior fake news da campanha foi essa sobre Nossa Senhora Aparecida”, afirmou. Segundo o senador, o PT tentava disseminar a acusação havia alguns dias e teria conseguido apoio dentro da entidade.
PT e CNBB foram procurados e não se manifestaram. O espaço permanece aberto.
Decisão no STF
O candidato também criticou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou neste domingo uma determinação anterior do ministro André Mendonça, do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Mendonça havia ordenado, na sexta-feira, 25, a remoção de 1.125 publicações que relacionavam Flávio Bolsonaro ao projeto. A medida atingiu conteúdos no X, Facebook, TikTok e YouTube.
Na avaliação de Mendonça, era “notoriamente inverídica” a afirmação de que Flávio Bolsonaro ou familiares dele tivessem proposto, articulado ou apoiado a retirada do título de padroeira do Brasil.
Dino reverteu a decisão após um pedido do humorista Antonio Tabet, autor de uma das publicações removidas. O ministro afirmou que o conteúdo não apresentava grau suficiente de ilicitude para justificar consequências tão severas à liberdade de expressão e de religião. A decisão também alcançou outras postagens retiradas pelo mesmo motivo.
Como o boato circulou
A associação entre Flávio Bolsonaro e o projeto começou na noite de quinta-feira, 24, depois que o programa Em Pauta, da GloboNews, informou que a Igreja Católica preparava uma reação a uma suposta mobilização de evangélicos em torno da proposta.
Horas depois, a GloboNews corrigiu a informação e explicou que o projeto havia sido apresentado na Câmara dos Deputados em 2007 e arquivado em 2008. O canal pediu desculpas pelo erro.
Mesmo após a correção, a relação entre o projeto e o candidato continuou circulando nas redes sociais. A campanha de Flávio atribuiu o início da narrativa a uma publicação do influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, conhecido como “Dilma Bolada”.








