O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou neste domingo, 27, que a retirada de publicações sobre Nossa Senhora Aparecida pode configurar censura prévia. A declaração foi feita em vídeo publicado no X, após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino liberar posts que associavam, sem evidências, Flávio Bolsonaro a um projeto para retirar da santa o título de Padroeira do Brasil.
Flávio Bolsonaro negou a informação e classificou as notícias como fake. Alckmin não citou diretamente o candidato à Presidência em sua manifestação.
“Infelizmente, nos últimos dias, publicações tratando de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, estavam sendo removidas da internet por decisões arbitrárias, o que pode configurar censura prévia”, afirmou o vice-presidente.
A decisão de Dino reverteu uma determinação do ministro do STF e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça. A ordem previa a remoção de mais de mil publicações que ligavam Flávio Bolsonaro aos boatos sobre Nossa Senhora Aparecida.
Alckmin também disse ver com preocupação as tentativas de limitar a liberdade de expressão de fiéis e cidadãos. Ele afirmou que o Estado deve garantir a liberdade religiosa sem favorecer uma crença em relação a outras.
“O governo deve garantir liberdade religiosa sem favorecer uma crença em detrimento de outras”, declarou. O vice-presidente acrescentou que ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalhariam para proteger todas as religiões e assegurar a liberdade de opinião e consciência.
Na sexta-feira, 25, Alckmin já havia abordado o tema em outro vídeo. Ele disse ter recebido mensagens de católicos preocupados com as notícias e afirmou que, enquanto estivesse no governo com Lula, as tradições religiosas seriam protegidas e preservadas.
Na ocasião, também defendeu o respeito a todas as religiões e a preservação das tradições católicas no Brasil.









