A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a continuidade das investigações relacionadas à Corte e ao Banco Master. Para a entidade, a segurança jurídica afeta diretamente trabalhadores, empresas, empregadores e investidores.
Em nota, a Faesp afirmou que a apuração deve seguir sem seleção. “Para o setor produtivo, a segurança jurídica tem efeitos concretos sobre quem trabalha, produz, emprega e investe”, escreveu a federação.
Conduta de ministro
O presidente da entidade, Tirso Meirelles, defendeu a manutenção das investigações sobre a conduta do ministro Alexandre de Moraes no caso envolvendo o Banco Master. Ele também citou a necessidade de transparência, respeito à Constituição e equilíbrio entre os Poderes.
A federação declarou ainda que o dever de prestar contas à sociedade deve ser maior conforme aumenta a responsabilidade institucional.
A discussão ocorre em meio a divergências entre ministros do STF sobre a condução do caso. Edson Fachin havia determinado a retirada do sigilo de documentos da investigação. André Mendonça liberou parte do material, mas manteve outros documentos sob sigilo.
Moraes criticou a decisão e apontou uma suposta divulgação seletiva das informações. Depois disso, Zanin, Gilmar e outros integrantes da Corte passaram a cobrar acesso mais amplo ao conjunto de provas.
O plenário do STF está marcado para terça-feira (15) para analisar as mensagens entre Moraes e Vorcaro. A questão é saber se há elementos que justifiquem a abertura de uma investigação contra o ministro.
“Maior deve ser o compromisso de prestar contas à sociedade”, afirmou a nota da Faesp.








