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Fachin manda Mendonça liberar documentos do caso Banco Master em 24 horas
Foto: Edson Fachin, ministro do STF Carlos Moura/SCO/STF
Política

Fachin manda Mendonça liberar documentos do caso Banco Master em 24 horas

Presidente do STF determinou o envio de procedimentos aos ministros e a retirada do sigilo, com exceções para diligências que possam ser prejudicadas.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça encaminhe, em até 24 horas, todos os procedimentos ligados à PET 15.556 e à Operação Compliance Zero aos demais integrantes da Corte. A investigação envolve o Banco Master.

A ordem atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que também solicitou a retirada do sigilo dos documentos. O material deverá ser enviado em HD próprio à Presidência do Supremo e aos gabinetes dos ministros.

A abertura dos documentos não inclui diligências em andamento ou futuras cuja divulgação possa comprometer a efetividade das medidas. A exceção vale para a PET 15.556 e para os procedimentos relacionados a ela.

Pedido da PGR

A Procuradoria afirmou que a lista de processos liberados anteriormente por Mendonça não incluía grande parte dos procedimentos ligados à investigação mais ampla da Operação Compliance Zero. O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, defendeu a retirada do sigilo para evitar “tratamento diferenciado a situações de igual repercussão”.

Fachin registrou que Mendonça já havia retirado o sigilo da PET 15.556 e de outros 14 procedimentos, entre inquéritos, reclamações e petições. Estão nessa relação o Inquérito 5.026 e a Reclamação 88.121, além de outras petições associadas à apuração.

A decisão foi assinada nesta sexta-feira (11), na condição de Fachin como presidente do Supremo. No despacho, ele destacou que o vice-procurador-geral atua como “titular da ação penal”.

Questionamento de Moraes

Também nesta sexta-feira, Alexandre de Moraes enviou um ofício a Fachin para questionar a extensão da liberação. Moraes disse que o levantamento feito por Mendonça teria sido seletivo e afirmou que 180 documentos indicados nos sistemas do STF não haviam sido disponibilizados.

A PGR não confirmou a contagem apresentada por Moraes, mas sustentou que muitos procedimentos relacionados à investigação não apareciam na lista divulgada. O órgão pediu a abertura integral do material vinculado à PET 15.556, preservando o sigilo apenas das diligências que pudessem ser prejudicadas.

A determinação ocorre antes da sessão extraordinária marcada para 15 de setembro. Os 11 ministros do Supremo devem analisar os desdobramentos das investigações relacionadas ao Banco Master.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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