A Procuradoria-Geral da República (PGR) voltou a pedir que todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham acesso integral aos documentos das investigações sobre o Banco Master, de Daniel Vorcaro. O pedido foi reiterado neste sábado (12), em documento enviado ao presidente da Corte, Edson Fachin.
Assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet e por outros três integrantes da PGR, o documento afirma que os ministros precisam conhecer previamente todos os dados necessários para formar posição sobre o tema em análise.
Na sexta-feira (11), Fachin havia solicitado a André Mendonça a retirada, em até 24 horas, do sigilo dos documentos que fazem parte da investigação. O pedido ocorreu após manifestações da PGR e de outros ministros do STF.
Mendonça já tinha liberado parte do material. Depois da determinação de Fachin, também divulgou documentos relacionados à apuração do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A produção foi custeada por Vorcaro a pedido de Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à Presidência da República.
Cobranças no Supremo
Entre os documentos apresentados por Mendonça estão materiais de apurações envolvendo o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e os senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Ciro Nogueira (PP-PI).
Fachin também determinou o envio do material ao próprio gabinete e aos dos outros nove ministros. A exceção envolve documentos sobre ações de investigadores que ainda estejam em andamento ou que serão realizadas, para evitar impactos na apuração.
Alexandre de Moraes afirmou que Mendonça fez uma “escolha seletiva” dos documentos divulgados e deixou de apresentar 180 arquivos, tornando público apenas o que considerou conveniente. Cristiano Zanin, por sua vez, pediu a Fachin a liberação dos dados extraídos do celular de Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal em novembro de 2025.








