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Mendonça responde a críticas de Gilmar sobre caso Banco Master
Política

Mendonça responde a críticas de Gilmar sobre caso Banco Master

Gabinete afirma que retirada de sigilo ocorreu dentro das atribuições do relator e nega tolerância com vazamentos.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), respondeu nesta quinta-feira (17) às críticas de Gilmar Mendes sobre sua atuação no caso Banco Master. Em nota, o gabinete afirmou que a retirada do sigilo de documentos envolvendo Daniel Vorcaro, ex-dono do banco, ocorreu por meio de decisão fundamentada e dentro da competência do relator.

Mendonça disse que divergências fazem parte de um tribunal colegiado, mas afirmou que a tentativa de constranger o julgador é ilegítima.

A reação veio depois de Gilmar publicar um texto nas redes sociais em defesa do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O ministro afirmou que Gonet teve a reputação injustamente manchada pela divulgação de conversas feita por Mendonça. Para Gilmar, as mensagens não apresentavam conteúdo ilícito.

Gilmar também criticou um vídeo em que Mendonça agradecia o apoio recebido nas redes sociais. O ministro afirmou que a publicação demonstraria uma tentativa de obter ganhos políticos com o episódio e chamou o colega de boneco de campanha e pixuleco eleitoral.

Regra para magistrados

A nota do gabinete não menciona Gilmar nominalmente, mas responde aos pontos levantados por ele. O documento cita a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, que proíbe magistrados de manifestarem opinião, por qualquer meio de comunicação, sobre processos pendentes de julgamento.

A norma também impede juízos depreciativos sobre decisões, votos ou sentenças de órgãos judiciais. A exceção envolve críticas feitas nos autos ou em obras técnicas.

O gabinete mencionou o art. 36, inciso III, da Lei Complementar 35/1979, que trata dessas restrições.

Investigação sobre vazamentos

Mendonça negou que tenha havido complacência com vazamentos durante a apuração. Segundo a nota, foram determinadas investigações sobre divulgações indevidas, inclusive diante da suspeita de participação de um servidor da Polícia Federal.

O gabinete afirmou ainda que foi aberta uma fase específica para apurar essa suspeita.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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