A Advocacia-Geral da União (AGU) comemorou a decisão de Edson Fachin que manteve Andrei Rodrigues no cargo de diretor-geral da Polícia Federal por ora. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) deu 48 horas para que o chefe da PF preste informações sobre o caso.
A AGU havia recorrido ao presidente do STF após Fachin cassar decisões liminares concedidas por André Mendonça e Flávio Dino. As medidas discutiam a permanência de Rodrigues no comando da Polícia Federal. Uma nova decisão sobre o cargo também será analisada pela Presidência do STF.
Em nota, a AGU afirmou que a decisão “restaura a ordem pública e administrativa” e reafirma a prerrogativa constitucional do presidente da República para nomear e retirar ocupantes de cargos de direção da Polícia Federal.
Fachin também retirou de Alexandre de Moraes a condução do chamado inquérito das fake news. A mudança vale a partir desta quarta-feira (9). Os procedimentos e as investigações ainda abertos serão encaminhados à Presidência do STF e avaliados pelo próprio Fachin.
Instaurado em 2019, o inquérito investigava ataques ao Supremo e ampliou as atribuições de Moraes. Na decisão, Fachin ressaltou que todas as medidas tomadas até agora continuam válidas.
As decisões sobre o inquérito e sobre a Polícia Federal foram tomadas na mesma quarta-feira. A Corte vive uma crise iniciada na semana passada após um embate entre Moraes e André Mendonça, que também envolveu Flávio Dino e outros ministros.








