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The Economist critica atuação do STF e questiona conduta de Moraes
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Política

The Economist critica atuação do STF e questiona conduta de Moraes

Artigo afirma que ministros antes vistos como defensores da democracia passaram a representar uma ameaça diante de denúncias envolvendo o STF.

A revista britânica The Economist afirmou que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), vistos como defensores da democracia após a condenação de Jair Bolsonaro (PL), passaram a ameaçá-la. A avaliação aparece em um artigo publicado na quinta-feira (10), que relaciona a mudança a um escândalo de corrupção envolvendo o Banco Master e o ministro Alexandre de Moraes.

O texto também critica a condução da ação penal que condenou Bolsonaro e outros réus por uma tentativa de golpe de Estado. Segundo a revista, Moraes tomou decisões questionáveis e determinou a suspensão de contas de bolsonaristas nas redes sociais por meio do inquérito das fake news. O sigilo da investigação, de acordo com o artigo, impede medir quantos e quais perfis foram atingidos.

A Economist afirma ainda que Moraes acumulou “os papéis de vítima, promotor e juiz” e teria usado o inquérito para se proteger, blindar colegas e perseguir fiscais da Receita Federal e fontes jornalísticas. Em setembro de 2025, o ministro participou da condução do processo que terminou com a condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão. A revista diz que, na época, muitos brasileiros consideraram essas preocupações menores diante das ameaças à democracia.

O artigo aborda a relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A publicação chama Vorcaro de “playboy” e afirma que ele usou a instituição em um esquema Ponzi ligado a tráfico de influência. O modelo, segundo a revista, previa o pagamento de investidores com recursos de novos aportes, e não com o rendimento das aplicações. O texto faz referência a Charles Ponzi e menciona um rombo de US$ 50 bilhões.

A relação entre Vorcaro e Moraes teria sido revelada por um contrato com o escritório da esposa do ministro e por mensagens trocadas antes da prisão do banqueiro. O caso veio à tona em 1º de setembro, quando André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre o relator da trama golpista.

A revista também cita Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL. Segundo o artigo, uma eventual nulidade das provas poderia beneficiá-lo. A publicação afirma que áudios nos quais ele pede quantias milionárias a Vorcaro contradizem sua negativa de ter relação com o ex-banqueiro.

Ao concluir, The Economist diz que a confiança dos brasileiros no Supremo está se desintegrando após novos escândalos. A publicação foi fundada em 1843 e já havia criticado, em abril do ano passado, o poder acumulado por Moraes na corte.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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