BRASÍLIA — A defesa de Daniel Vorcaro apresentou nesta sexta-feira (18) um novo pedido para revogar a prisão preventiva do ex-dono do Banco Master. O documento foi enviado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, relator do caso na Corte.
Esta é a segunda solicitação de liberdade desde a prisão de Vorcaro, em 4 de março. O primeiro pedido foi apresentado em 25 de junho e rejeitado pelo então relator, ministro André Mendonça.
Vorcaro está detido na Papudinha, no Complexo da Papuda, em Brasília. Ele é suspeito de participar de um suposto esquema envolvendo fraudes financeiras bilionárias, corrupção de servidores públicos e uso de milícia privada para intimidar adversários.
Argumento da defesa
Um dos pontos apresentados pelo advogado Sérgio Leonardo é que o prazo de 90 dias para a reavaliação dos fundamentos da prisão terminou no fim de agosto. Segundo a defesa, desde então o tribunal não teria analisado os critérios para manter a detenção.
O pedido cita o parágrafo único do artigo 316 do Código de Processo Penal, que prevê a revisão da prisão preventiva a cada 90 (noventa) dias, por meio de decisão fundamentada do órgão responsável pela medida.
Na quarta-feira (16), a defesa de Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro, também solicitou a Fachin a substituição da prisão preventiva por domiciliar.
Tentativas de colaboração
Em depoimento ao gabinete de André Mendonça, no início de setembro, Vorcaro disse que tenta apresentar sua versão sobre o caso Master há meses. Ele afirmou que reuniões com a Polícia Federal (PF) não avançaram e que seus advogados não foram recebidos ou participaram apenas de encontros protocolares.
“Pedi diversas reuniões, não foram atendidas, não atenderam os advogados, quando atenderam os advogados, era simplesmente de maneira protocolar”, declarou Daniel Vorcaro.
O banqueiro também disse que integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) demonstraram disposição para ouvir suas informações, enquanto avaliou que a PF teve postura diferente. Vorcaro afirmou ainda ter medo de tentar um novo acordo por causa das pessoas envolvidas no caso e citou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.








