O relato de Earl Spencer sobre a reação de Charles à morte de Diana foi contestado por Dickie Arbiter e pelo Palácio de Buckingham. O irmão da princesa afirma que a voz do então príncipe parecia muito animada durante uma ligação feita após a notícia.
Diana morreu em um acidente de carro em Paris, em 31 de agosto de 1997. No livro Swan Song: Diana, My Sister, que será lançado em breve, Spencer conta que telefonou para Charles. Segundo ele, outras pessoas que tentaram conversar com o príncipe estavam abaladas pela dor e pelo choque, enquanto Charles soava como alguém que havia ganhado na loteria.
Arbiter, ex-secretário de imprensa da rainha Elizabeth II durante a morte e o funeral de Diana, rejeitou a descrição. Ele afirmou que Charles estava extremamente abalado naquele período e disse não acreditar que o então príncipe tivesse feito o comentário. Charles não se pronunciou sobre a alegação.
Debate sobre o cortejo
Outro episódio narrado por Spencer envolve a participação dos príncipes William e Harry no cortejo fúnebre da mãe. Ele relata uma discussão em que Charles teria dito que logo a esqueceriam. Na época, Spencer era contrário à inclusão dos sobrinhos no cortejo.
O Palácio de Buckingham rejeitou as alegações. Em uma resposta pública, afirmou que o luto pode interferir na memória, na tomada de decisões e na forma como os acontecimentos são interpretados. A instituição também declarou que a dor pela perda de um irmão pode afetar o julgamento e modificar lembranças ao longo dos anos.
O livro de Spencer reúne os relatos sobre a relação entre Charles e Diana e ainda não foi lançado.








