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Advogada recebeu R$ 33 milhões do Master e foi chamada de sócia de Gilmar
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Política

Advogada recebeu R$ 33 milhões do Master e foi chamada de sócia de Gilmar

Gabinete do ministro afirma que a relação com Dalide Corrêa era apenas profissional, como ex-funcionária do IDP.

A advogada Dalide Corrêa recebeu R$ 33 milhões do Banco Master e foi chamada de “sócia” do ministro Gilmar Mendes em uma mensagem enviada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O gabinete do ministro afirma que a informação é falsa.

A mensagem teria sido escrita por Luiz Rennó, então diretor jurídico do banco, durante uma conversa com Vorcaro sobre pagamentos cobrados pela advogada. O diálogo ocorreu em dezembro de 2024 e foi obtido pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro.

“Ela é sócia do GM stf!”, escreveu Rennó, conforme a mensagem. Os executivos discutiam um repasse de R$ 15 milhões a Dalide, que havia atuado para o Master em assuntos ligados ao mercado de precatórios.

O que diz o ministro

Gilmar Mendes afirmou que não tem relação pessoal ou profissional com Dalide Corrêa e que a considera apenas uma ex-funcionária. Ela foi diretora-geral do IDP, instituição de ensino da qual o ministro é sócio, e deixou o cargo em novembro de 2016.

O gabinete declarou que o ministro nunca teve sociedade com Dalide, nem no IDP nem em outra empresa. Também afirmou que Gilmar não tinha conhecimento da atuação da advogada em processos sobre precatórios do setor sucroalcooleiro.

A manifestação acrescenta que o ministro votou contra o pagamento em todos os processos do setor sucroalcooleiro que julgou, seguindo as teses da União. Segundo o gabinete, nenhum desses votos favoreceu os interesses do Banco Master.

Dalide Corrêa não respondeu às tentativas de contato feitas pelo WhatsApp e pelo telefone de seu escritório.

Gilmar Mendes encontrou Daniel Vorcaro no STF em abril de 2024. Na ocasião, o banqueiro pediu um voto favorável a uma causa envolvendo usinas do setor sucroalcooleiro. O pedido não foi atendido.

O Banco Master mantinha bilhões em créditos dessas empresas, na forma de precatórios. Na época, Vorcaro tinha um contrato de R$ 500 mil mensais com o empresário Chiquinho Feitosa, então cunhado de Gilmar. Feitosa teria aconselhado o banqueiro a tentar se aproximar do ministro.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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