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Mobilidade na corrida deve ser ajustada à necessidade de cada atleta
Esportes

Mobilidade na corrida deve ser ajustada à necessidade de cada atleta

Exercícios podem ajudar quando há limitações, mas não substituem força, descanso e progressão adequada do treino.

A mobilidade pode fazer parte da rotina de corredores, mas não é uma exigência igual para todo mundo. O benefício depende das necessidades de cada pessoa e da presença de limitações que afetem o movimento ou causem desconforto.

Mobilidade é a capacidade de uma articulação se mover com amplitude e controle. Na corrida, quadril, tornozelo e coluna precisam participar do movimento sem restrições que levem o corpo a compensar. A amplitude, porém, não garante desempenho melhor sozinha: também são importantes força, estabilidade e coordenação.

Mobilidade não é o mesmo que flexibilidade

Flexibilidade está ligada à capacidade de alongar um músculo ou grupo muscular. Já a mobilidade envolve realizar movimentos amplos com controle. Alguém pode fazer um alongamento extenso e ainda ter dificuldade para controlar o corpo durante a corrida.

Quadril, coluna torácica e músculos estabilizadores do tronco estão entre as regiões que podem receber atenção. O quadril, por exemplo, influencia a forma como o corpo absorve e produz movimento durante a passada.

Quando os exercícios podem ajudar

Corredores com boa amplitude, sem limitações e capazes de executar a técnica sem desconforto talvez não precisem de uma rotina extensa. Já quem sente dores recorrentes, tem restrições ou enfrenta dificuldade em determinadas posições pode se beneficiar de um trabalho direcionado.

Sinais como dificuldade para agachar, movimentar o tornozelo ou controlar posições, rigidez constante, diferenças entre os lados do corpo e mudanças na técnica durante a corrida indicam que pode ser útil investigar o movimento.

A mobilidade também não garante prevenção de lesões. Esses problemas podem estar relacionados ao aumento rápido de volume, à falta de recuperação, ao histórico individual, à força muscular e às características do treinamento. Por isso, os exercícios não substituem progressão adequada, descanso e fortalecimento.

Como incluir na rotina

Antes da corrida, o objetivo principal é preparar o organismo. Caminhada, trote leve e movimentos dinâmicos podem fazer parte do aquecimento. Uma sequência longa de alongamento estático imediatamente antes do treino não é obrigatória e, em algumas situações, pode reduzir temporariamente força e potência.

A mobilidade pode ser feita por poucos minutos antes do treino, em sessões separadas ou junto do treinamento de força. O exercício deve ter relação com uma necessidade específica, e não ser escolhido apenas por aparecer nas redes sociais.

O desempenho também depende de capacidade cardiovascular, economia de corrida e consistência de treinamento. A melhor mobilidade é a que ajuda o corpo a realizar a tarefa com eficiência; para alguns corredores, o foco principal estará em força, técnica ou organização do treino.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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