A ONU pediu nesta terça-feira (15) autorização para que pesquisadores internacionais entrem em Gaza e coletem evidências após a localização de centenas de corpos entre escombros. A maior parte dos restos humanos seria de mulheres e crianças, conforme comunicado do chefe de direitos humanos da organização, Volker Türk.
Türk afirmou que restos que aparentam pertencer a famílias inteiras estão sendo retirados de áreas destruídas por ataques israelenses. Para ele, a descoberta reacende a preocupação com possíveis crimes de guerra e outros crimes considerados atrozes.
“Temo que os restos mortais recuperados até agora podem ser apenas a ponta do iceberg”, disse o comissário. Ele também afirmou que grande parte de Gaza foi destruída por bombardeios, demolições e explosivos.
A ONU considera essencial preservar os restos mortais, as evidências e os locais atingidos. Türk pediu a entrada de pesquisadores internacionais em todas as partes de Gaza para auxiliar na coleta do material.
O chefe de direitos humanos da organização também denunciou que áreas onde o exército israelense está mobilizado continuam sendo niveladas por escavadeiras, sem respeito aos mortos que permanecem sob os escombros.
A guerra começou após o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. O conflito destruiu grande parte do território palestino, segundo as informações citadas pela ONU.
De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, os bombardeios e a invasão terrestre israelense mataram mais de 73.000 palestinos. Desse total, mais de 1.350 mortes ocorreram depois do anúncio do cessar-fogo em outubro do ano passado.
O ataque do Hamas matou 1.221 pessoas em Israel, conforme balanço baseado em dados oficiais.









