Guarulhos, Sábado, 19 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% Guarulhos 15°C 15° / 25°
Melodia de Dom Pedro I prevaleceu sobre outra versão do Hino da Independência
Foto: bandeira do brasil Rafaela Biazi/Unsplash
Brasil

Melodia de Dom Pedro I prevaleceu sobre outra versão do Hino da Independência

A obra juntou versos de Evaristo da Veiga a uma melodia de Dom Pedro I, mas também teve partitura criada por Marcos Portugal.

A melodia de Dom Pedro I não foi a única criada para os versos do Hino da Independência. O compositor português Marcos Portugal, que vivia no Brasil e era mestre de música da corte, também escreveu uma partitura para o poema de Evaristo da Veiga.

Nos primeiros anos após a independência, essa versão chegou a ser apresentada em solenidades oficiais e eventos públicos. Com o tempo, porém, a composição de Dom Pedro I ganhou preferência popular e se consolidou, enquanto a partitura de Marcos Portugal ficou restrita aos arquivos históricos.

Uma obra feita em etapas

A letra surgiu em agosto de 1822, escrita por Evaristo da Veiga. O texto nasceu como um poema chamado Hino Constitucional Brasiliense, e não como um hino oficial. Naquele momento, a província do Rio de Janeiro vivia o crescimento do sentimento de autonomia.

Os versos circularam em panfletos e pelas ruas, em meio à pressão das Cortes de Lisboa pelo retorno de Dom Pedro a Portugal e pela anulação de liberdades comerciais e administrativas obtidas desde a chegada da Família Real, em 1808.

A música veio depois. Dom Pedro I, então príncipe regente, tinha conhecimento de composição e tocava diversos instrumentos. Ao conhecer os versos que já circulavam, criou uma melodia marcial e vibrante ainda em 1822. Não há registros históricos que comprovem que a partitura tenha sido feita exatamente no dia 7 de setembro. A versão mais aceita é que o trabalho ocorreu semanas depois, já no Rio de Janeiro.

O sentido da letra

O poema expressa a resistência à possibilidade de retorno aos grilhões coloniais e transforma a liberdade em um compromisso coletivo. O início, “Já podeis da Pátria filhos / Ver contente a mãe gentil”, apresenta a nação como uma mãe que pode celebrar sua nova condição.

O refrão “Ou ficar a pátria livre / Ou morrer pelo Brasil” retoma a ideia do grito do Ipiranga, “Independência ou morte”. A letra não descreve batalhas sangrentas. Seu foco está na coragem civil e na esperança de autonomia diante de Portugal.

Execução e comparação histórica

O Hino da Independência foi composto em 1822. A melodia do atual Hino Nacional Brasileiro foi criada por Francisco Manuel da Silva em 1831, enquanto a letra definitiva, de Osório Duque-Estrada, só foi oficializada em 1922.

A lei brasileira determina a execução do Hino da Independência em cerimônias cívicas, especialmente nas comemorações da Semana da Pátria, em setembro. A obra reúne a poesia de Evaristo da Veiga e a música de Dom Pedro I, combinação que atravessou séculos nas celebrações da identidade nacional brasileira.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5