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Cripta Imperial reabre em São Paulo após reforma de R$ 5,3 milhões
Foto: reprodução
Política

Cripta Imperial reabre em São Paulo após reforma de R$ 5,3 milhões

Mausoléu reúne os restos mortais de Dom Pedro I e das imperatrizes Maria Leopoldina e Dona Amélia.

A Cripta Imperial, no Parque da Independência, reabriu na tarde do feriado do Dia da Independência, segunda-feira, 7, e recebeu uma fila de visitantes curiosos. O mausoléu guarda os restos mortais de Dom Pedro I, da imperatriz Maria Leopoldina e da imperatriz Dona Amélia.

O espaço estava fechado desde o final de 2022 para reformas estruturais e ações de restauro. De acordo com a Secretaria de Cultura da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), os trabalhos custaram R$ 5,3 milhões. O investimento também incluiu a recuperação de itens e estruturas do acervo do Museu da Cidade de São Paulo.

A obra ganhou novos banheiros, sistema de ar-condicionado e recursos de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida. Equipes especializadas restauraram o bronze dos sarcófagos imperiais, finalizaram o teto com mármore amarelo e fizeram a limpeza da área externa do monumento. A Casa do Grito também recebeu pintura e reparos em trincas.

“Realmente a cripta estava necessitando de uma reforma”, disse o orientador socioeducativo Rodrigo Machado, 32, estudante de História, que estava na fila. Segundo ele, os vidros instalados nas escadas ajudam a evitar o consumo de drogas e o uso do local para urinar.

A construção de taipa de mão próxima ao monumento é associada ao 7 de Setembro por se parecer com a casa retratada no quadro “Independência ou Morte”, de Pedro Américo (1843-1905). No túmulo de Dom Pedro I, foi mantida a inscrição: “Pedro 1º, fundador do Império constitucional e defensor perpétuo do Brasil.”

Visitação e exposição

A partir de terça-feira, 8, a cripta funcionará de terça a domingo, das 9h às 17h. No mesmo período, será aberta a exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”, com curadoria da historiadora Marly Rodrigues.

A mostra reúne painéis produzidos a partir de concurso internacional promovido pela prefeitura e apresenta a história do monumento e da cripta. O arquiteto e escritor Paulo Rezzutti, autor do texto de abertura, afirmou que o espaço volta a receber pessoas interessadas na história do Brasil.

Maria Leopoldina foi a primeira ocupante da cripta, após ser transferida do Rio de Janeiro durante as celebrações do quarto centenário de São Paulo. Os restos mortais de Dom Pedro I chegaram em 1972, no Sesquicentenário da Independência, após acordo com o governo português. O corpo foi transportado de navio por várias capitais estaduais brasileiras, enquanto o coração permanece no Porto.

Dona Amélia foi trazida de Lisboa em 1982. Antes, ela estava sepultada no Panteão dos Braganças, onde permaneceu desde 1972 sem o marido.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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