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Curitiba discute polo cultural com avenida exclusiva para pedestres aos fins de semana
Foto: Carlos Costa/CMC
Política

Curitiba discute polo cultural com avenida exclusiva para pedestres aos fins de semana

Projeto prevê fechar 650 metros da avenida Jaime Reis entre sexta-feira à noite e domingo de madrugada.

Curitiba pode ganhar o primeiro polo cultural da cidade, caso avance uma proposta em análise na Câmara de Vereadores. O projeto prevê transformar um trecho de 650 metros da avenida Jaime Reis, entre a alameda Dr. Muricy e a rua dos Presbíteros, no Polo Cultural do Alto São Francisco.

A iniciativa também cria a chamada Avenida da Cultura, com circulação exclusiva de pedestres nos finais de semana. O bloqueio para automóveis começaria às 19h de sexta-feira e terminaria às 3h de domingo. O espaço seria usado para atividades artístico-culturais.

A proposta é do vereador Matteus Henrique (PT) e tramita desde o dia 12 de agosto. Antes de chegar ao plenário, o texto ainda precisa ser analisado pelas comissões temáticas da Câmara. O projeto está registrado sob o número 005.00318.2026.

Segundo o vereador, a ocupação contínua do espaço público pode ampliar a segurança urbana, oferecer lazer seguro, estimular a mobilidade ativa e conectar equipamentos culturais e históricos da região, com preservação do patrimônio arquitetônico de Curitiba.

Comércio e transporte

Um estudo urbanístico e jurídico elaborado pelo advogado Ramon Prestes Bentivenha e pelo arquiteto Carlos Ranazi Bentivenha identificou concentração de comércios, teatros, galerias de arte e praças no trecho.

O levantamento mapeou 52 lotes. Desse total, 38 desenvolvem atividades econômicas, o equivalente a 73%. O estudo também aponta que nenhum imóvel estritamente residencial tem a avenida Jaime Reis como único acesso.

Para Matteus Henrique, os dados mostram a vocação comercial da via e afastam preocupações sobre impactos negativos na vizinhança. O vereador afirma ainda que a medida pode impulsionar a economia criativa e o turismo.

A Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito (SMDT) ficaria responsável pelo fechamento, pela sinalização temporária, pelos desvios e pela adequação dos itinerários dos ônibus. O estudo estima um desvio médio de apenas 20 metros nos percursos das linhas que operam no fim de semana e projeta impacto insignificante no transporte coletivo.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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