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Câmara aprova troca de terrenos para ampliar o Parque São Lourenço
Foto: Lucilia Guimarães/SMCS
Política

Câmara aprova troca de terrenos para ampliar o Parque São Lourenço

Permuta prevê que Curitiba receba dez lotes no Abranches, com 5.319,75 m² de área, para ações ambientais na bacia do rio Belém.

A Câmara Municipal aprovou em primeiro turno, nesta segunda-feira (14 de setembro), uma permuta de imóveis que pode ampliar o Parque São Lourenço em quase 6 mil m². O projeto ainda será votado em segundo turno nesta terça-feira, dia 15.

Pelo acordo, a Prefeitura de Curitiba entregará à Urbanização de Curitiba (Urbs) um terreno de 1.176 m², formado pelos lotes 512 e 513 da planta Parque Vista Alegre. Em troca, o Município receberá dez lotes no Abranches, com área total de 5.319,75 m².

Áreas ambientais

Os terrenos que irão para a Prefeitura ficam na bacia hidrográfica do rio Belém e têm cobertura florestal próxima de 100%. A área inclui bosque nativo e araucárias de grande porte. A intenção é incorporar os lotes a ações de revitalização, com criação de áreas de lazer e preservação.

Também está prevista uma estrutura para reter partículas sólidas antes que elas cheguem ao lago do Parque São Lourenço. A medida busca reduzir o assoreamento.

A proposta foi aprovada por 19 votos a seis. Na defesa do projeto, Serginho do Posto (PSD), líder do Governo, afirmou que a permuta permitirá ampliar as áreas de preservação e manter protegida, conforme a legislação federal, a Área de Preservação Permanente existente no terreno que será transferido à Urbs.

Questionamentos

Vereadores levantaram dúvidas sobre o destino do imóvel municipal depois da transferência para a Urbs. Laís Leão (PDT) disse que a Comissão de Urbanismo havia pedido essa informação, mas não recebeu resposta.

Camilla Gonda (PSB), Matteus Henrique (PT), Giorgia Prates (PT), Vanda de Assis (PT) e Professora Angela (Psol) questionaram os estudos ambientais, a proteção da APP, alternativas à permuta e diferenças entre avaliações feitas durante o processo.

A oposição considerou legítima a finalidade ambiental dos terrenos do Abranches, mas afirmou que faltavam informações sobre a vantagem da operação e o uso futuro do imóvel entregue à Urbs. Serginho do Posto respondeu que não há uma destinação específica definida pela empresa pública, mas disse que buscaria essa informação antes da segunda votação.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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