A Huawei firmou com a Qualcomm um acordo de licenciamento cruzado de patentes que inclui a tecnologia de fabricação de chips LogicFolding, desenvolvida pela empresa chinesa. O anúncio foi feito por um porta-voz da Huawei na segunda-feira (5). Os valores não foram divulgados.
O contrato, com duração de vários anos, também abrange tecnologias de redes, 5G, inteligência artificial (IA) e chips ópticos avançados. A Huawei afirma que a parceria pode ampliar o alcance da empresa e apoiar a venda internacional de seus serviços de IA.
Tecnologia e restrições
A arquitetura LogicFolding foi apresentada publicamente pela Huawei há poucos meses. A proposta concentra esforços no aumento das velocidades de transmissão de dados, uma estratégia que busca compensar a falta de acesso da China às máquinas de litografia ultravioleta extrema (EUV) da ASML Holding NV.
Esses equipamentos são considerados referência para a produção de chips avançados. A Huawei classifica a arquitetura como um avanço para elevar o desempenho dos semicondutores e reduzir a distância em relação a empresas como a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC).
As restrições de exportação dos Estados Unidos a tecnologias avançadas limitam a atuação da Huawei. Por isso, a empresa e seus parceiros procuram alternativas para projetar e fabricar os chips usados em data centers e no desenvolvimento de inteligência artificial.
Antes do endurecimento das restrições contra a Huawei durante o mandato do presidente Donald Trump, parte dos chips para smartphones da companhia chinesa vinha da Qualcomm. Com a redução do acesso a tecnologias estrangeiras avançadas, a Huawei passou a recorrer mais a semicondutores projetados e produzidos na China.
Aprovação nos Estados Unidos
O acordo ainda precisa ser aprovado pela Comissão Federal de Comércio norte-americana, órgão do governo dos Estados Unidos. A exigência ocorre porque o contrato envolve um valor maior que US$ 133,9 milhões.
De acordo com o porta-voz da Huawei, o valor total dos contratos de licenciamento de patentes da empresa deve superar US$ 16,9 bilhões após a conclusão do acordo com a Qualcomm. A companhia também ampliou, nos últimos anos, a busca por receita com seu portfólio de propriedade intelectual, especialmente em redes sem fio.








