O SoC Panther Lake, da Intel, alcançou rendimento de 80% no processo 18A, usado na fabricação do tile de computação do chip. O resultado indica uma taxa baixa de defeitos e uma quantidade significativa de dies com todos os elementos funcionais.
O avanço é acompanhado pela Intel Foundry, divisão responsável pela fabricação de chips da companhia. A evolução do aproveitamento no 18A sugere maior maturidade do processo e uma melhora na eficiência da produção.
Nova Lake terá produção dividida
A estratégia prevista para o Nova Lake será diferente. A Intel deve fabricar internamente a maior parte dos tiles de computação, mas também pretende contar com a TSMC como segunda fonte.
A estimativa é que entre 80 a 90% dos componentes sejam produzidos pela Intel Foundry. O restante ficaria com a empresa taiwanesa.
Capacidade prevista para os próximos anos
A Intel deve terminar o ano fabricando cerca de 40.000 wafers 18A por mês. A companhia pretende elevar esse volume para 60.000 wafers mensais até o fim de 2027 e alcançar 80.000 wafers por mês em 2028, apenas no processo 18A.
A expansão ocorrerá paralelamente ao aumento da produção do 14A. Dados do analista Jeff Pu, da GF Securities, indicam capacidade de aproximadamente 6.000 wafers mensais no 14A até o fim de 2027. Para 2028, a projeção é chegar a 24.000 wafers por mês.
Esses volumes são anteriores a qualquer colaboração com o projeto Terafab, de Elon Musk, que deve usar o processo Intel 14A.
O rendimento do Panther Lake combina o tamanho relativamente pequeno do tile de computação com a maturidade do 18A. A evolução do aproveitamento no 18A e a expansão projetada para o 14A devem definir o ritmo de capacidade da Intel Foundry até 2028.








