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Estudos indicam que o sono ideal pode ficar abaixo de oito horas
Foto: Stokkete/Adobe Stock
Saúde

Estudos indicam que o sono ideal pode ficar abaixo de oito horas

Pesquisas apontam que a necessidade de sono varia entre pessoas, idade, sexo e rotina, além de depender da regularidade dos horários.

A ideia de que todo adulto precisa dormir oito horas por noite não vale necessariamente para todas as pessoas. Uma revisão narrativa publicada na revista científica Brain Medicine reuniu evidências de que a duração ideal do sono pode variar conforme características individuais e condições de saúde.

Pesquisas com comunidades de caçadores-coletores na Tanzânia, Namíbia e Bolívia observaram períodos naturais de sono entre 5,7 e 7,1 horas por noite. Os participantes não tinham acesso amplo à luz artificial e não compensavam as noites mais curtas com longos cochilos durante o dia. Sem despertador, costumavam acordar perto do amanhecer, independentemente do dia da semana.

Uma análise recente estimou em 6,4 horas a média de sono em sociedades não industrializadas. Os pesquisadores, no entanto, alertam que ainda não é possível concluir que essa duração seja suficiente para todos. Não se sabe se essas populações enfrentam os mesmos problemas de saúde relacionados à falta de sono observados em sociedades modernas.

O que dizem os estudos de saúde

Em grandes pesquisas com sociedades industrializadas, o sono associado à melhor saúde também pode ficar abaixo de oito horas. Um estudo que analisou exames de imagem do cérebro e do corpo, além de medidas moleculares, estimou uma faixa ideal entre 6,4 e 7,8 horas, dependendo do sexo e do órgão avaliado.

Dormir pouco ou dormir demais aparece associado a problemas como doenças cardíacas, derrame, declínio cognitivo e obesidade. Ainda existe debate, porém, sobre o excesso de sono causar esses problemas ou ser um sinal inicial deles.

As médias não representam todas as pessoas. Adultos jovens tendem a dormir mais que adultos mais velhos saudáveis quando têm tempo suficiente, e indivíduos da mesma idade podem precisar de durações diferentes.

A National Sleep Foundation dos EUA recomenda que adultos de 26 a 64 anos durmam entre sete e nove horas por dia. Para alguns adultos, a fundação considera adequado dormir entre seis e dez horas.

Além da quantidade, o horário e a regularidade também importam. A luz artificial pode atrasar o relógio biológico, que regula o sono e a vigília. Trabalhadores em turnos e estudantes universitários estão entre os grupos que costumam ter horários irregulares.

Perder sono durante a semana e recuperar parte dele nos dias de folga parece ser melhor do que não recuperar nada. A recomendação central é dormir o suficiente sempre que possível e não se preocupar excessivamente com uma noite mal dormida de vez em quando.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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