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Revisão não aponta pior saúde geral entre jogadores de esports
Saúde

Revisão não aponta pior saúde geral entre jogadores de esports

Análise reúne dados de 53 estudos e indica atenção ao sedentarismo e à composição corporal, sem provar que a prática cause problemas de saúde.

Uma revisão sistemática com meta-análise não encontrou diferenças significativas na saúde geral de jogadores de esports em comparação com pessoas que não participam dessas competições. O estudo reuniu dados de 53 pesquisas e 86.652 participantes, avaliando atividade física, índice de massa corporal, sono, ansiedade, estresse e força de preensão.

Publicado em 29 de julho de 2026 na revista Sports Medicine – Open, o trabalho analisou estudos disponíveis até maio deste ano. Dos 53 trabalhos incluídos, 36 contribuíram com dados para as meta-análises. Os autores alertam que grande parte das evidências é observacional e que os estudos usam critérios diferentes para definir quem é jogador de esports.

Sedentarismo é o principal alerta

A análise encontrou uma pequena associação entre maior envolvimento com esports e mais tempo sentado. Em geral, quanto mais horas de jogo, maior foi a tendência de comportamento sedentário.

Isso não significa que os jogadores façam menos exercício. A pesquisa não identificou diferença significativa nos níveis gerais de atividade física entre participantes e não participantes. Também não houve relação clara entre a quantidade de horas jogadas e o volume de atividade física.

Os pesquisadores destacam que exercício e tempo sentado são medidas diferentes. Uma pessoa pode manter uma rotina de atividades físicas e, ao mesmo tempo, passar longos períodos sentada durante o trabalho, os estudos ou os jogos.

As recomendações internacionais para adultos indicam entre 150 e 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada ou entre 75 e 150 minutos de atividade vigorosa. Também incluem exercícios de força em pelo menos dois dias da semana e a redução do tempo sedentário.

Gordura corporal e saúde mental

O índice de massa corporal não apresentou diferença significativa entre jogadores e não jogadores na análise geral. Entre participantes não profissionais, porém, o percentual de gordura corporal foi, em média, 4,57 pontos percentuais maior do que entre não jogadores.

Os autores afirmam que esse resultado precisa ser interpretado com cautela. Houve grande variação entre os estudos, e os dados não permitem dizer que a participação em esports provocou o aumento da gordura corporal. O resultado também reforça que o IMC não mostra sozinho a composição corporal de uma pessoa.

Na análise inicial, não apareceram diferenças significativas em ansiedade, depressão ou estresse. Depois da retirada de um estudo considerado discrepante, os jogadores apresentaram níveis ligeiramente menores de sintomas depressivos. O efeito foi pequeno e não prova que os esports protejam contra a depressão.

A prática competitiva também teve pequena correlação positiva com transtorno de jogo. Essa associação não demonstra que os esports causem o problema.

Para o sono, três estudos com 1.628 participantes não identificaram diferença significativa na duração do descanso entre jogadores e não jogadores.

A conclusão dos pesquisadores é que não se deve considerar automaticamente menos saudável quem pratica esports. A relação depende do tempo de jogo, do nível competitivo, da atividade física, do sono e do comportamento sedentário. Como muitos estudos são transversais, eles retratam os participantes em um determinado momento e não apontam o que causou cada diferença.

Para quem treina ou joga por muitas horas, a recomendação prática é manter exercícios regulares e interromper períodos prolongados sentado sempre que possível. A evidência atual não indica pior saúde geral entre jogadores, mas aponta que o tempo sedentário e alguns aspectos da composição corporal merecem atenção.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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