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Mais passos no dia podem melhorar a saúde, mas não substituem todo treino
Saúde

Mais passos no dia podem melhorar a saúde, mas não substituem todo treino

Estudos associam mais caminhada a melhores indicadores de saúde, mas exercícios planejados continuam importantes para força e resistência.

Aumentar a caminhada ao longo do dia pode estar ligado a melhores resultados de saúde, mesmo quando a pessoa não consegue fazer um treino completo. Deslocamentos a pé, escadas e pausas para se movimentar ajudam a reduzir o tempo parado e elevam o volume total de atividade.

Uma revisão sistemática com meta-análise publicada em 2025 reuniu 57 estudos de 35 grupos e avaliou a relação entre a quantidade de passos e diferentes desfechos em adultos. O trabalho encontrou associação entre mais passos e menor risco de morte por todas as causas, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, demência e sintomas depressivos.

Em uma das análises, cerca de 7 mil passos por dia apareceram relacionados a resultados relevantes quando comparados com 2 mil passos. Ainda assim, os dados não indicam um número único que sirva para todas as pessoas. Idade, condição física, doenças anteriores, intensidade da caminhada e outros hábitos também podem influenciar os resultados.

Passos e exercício têm funções diferentes

Caminhar para fazer compras, cuidar da casa ou circular pela cidade é uma forma de atividade física não estruturada. Já o exercício é planejado e repetido com um objetivo definido, como desenvolver força, resistência ou desempenho.

As duas práticas podem fazer parte da mesma rotina. Quem treina pode continuar passando muitas horas sentado e, por isso, também se beneficiar de mais movimento durante o dia. Da mesma forma, quem caminha bastante pode precisar de estímulos específicos para fortalecer os músculos.

Uma meta-análise de 2026 avaliou a troca de períodos sedentários por atividade física moderada ou vigorosa ao longo das 24 horas. A associação observada incluiu menor circunferência abdominal e melhores níveis de alguns marcadores sanguíneos.

A meta de 10 mil passos não é obrigatória

A marca de 10 mil passos ficou popular, mas não foi criada originalmente como uma recomendação científica universal. Estudos mais recentes indicam que parte dos benefícios pode surgir antes disso. Na revisão sobre passos diários, os pontos de mudança para alguns desfechos apareceram geralmente entre aproximadamente 5 mil e 7 mil passos.

Para quem parte de 2 mil passos por dia, chegar a 4 mil já pode representar uma alteração importante na rotina. Depois da adaptação, a pessoa pode avaliar novos aumentos. Metas progressivas tendem a ser mais fáceis de manter do que mudanças muito intensas iniciadas de uma vez.

Algumas opções são caminhar durante ligações, usar escadas quando houver segurança, fazer pausas depois de longos períodos sentado, deixar o carro um pouco mais distante e andar após as refeições quando possível.

Uma análise publicada na Nature Communications em 2026 também examinou a relação entre tempo sentado e quantidade de passos. Os resultados reforçam que caminhar mais não elimina todos os efeitos de permanecer sentado por muito tempo. A combinação de movimento cotidiano, exercício estruturado e hábitos sustentáveis é a estratégia indicada pelo conjunto das evidências apresentadas.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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